
Ps.: Com o fim de esclarecer algumas dúvidas sobre o tema "Dízimos" à luz unicamente da bíblia, estamos publicando esse estudo que nos foi enviado por um amigo.Também é verdade que cada um tem seu parecer, que deve ser respeitado, por este motivo estaremos dando oportunidade de comentários , contudo salientando que por hora, estaremos dando este assunto por encerrado, podendo voltar a discussão em posterior ocasião.
O que é dízimo? Imediatamente você poderá imaginar: Dez por cento dos meus rendimentos para os cofres da igreja. Mas, será que o Senhor Deus ainda exige que praticamos alguma ordenança da lei do Antigo Testamento (da qual foi instituído o dízimo), mesmo depois que o seu amado filho Jesus, se entregou a si mesmo em sacrifício vivo e pela aspersão do seu sangue na cruz nos remiu dos pecados. Vamos meditar na palavra, e conhecer a verdade que envolve esse MITO chamado “dízimo”, que está sendo levado aos fieis de maneira distorcida, por muitos pregadores.
Porem, antes de iniciarmos o nosso estudo, vamos à consulta aos dicionários da língua portuguesa:
Dízimo: A décima parte.
Dízima: Contribuição ou imposto equivalente a décima parte dos rendimentos.
Como podemos observar, dízimo é a décima parte (de qualquer coisa) menos dos seus rendimentos. Porque a fração equivalente a dez por cento dos rendimentos chama-se Dízima. Mas, os pregadores pedem o dízimo, a confusão já começa por aí, não sabem o que querem e nem o significado do dízimo, porque na lei de Moisés, a qual foi por Cristo abolida (Hebreus 7.12,18, 19), o dízimo nunca foi dinheiro para os cofres das igrejas. Os dízimos aos levitas era exatamente dez por cento das colheitas dos grãos, dos frutos das árvores e dos animais que nasciam em um determinado período. Alimento destinado a suprir as necessidades dos levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida. Vejamos:
Deuteronômio 14.24 a 27 – E quando o lugar que escolher o Senhor teu Deus para fazer habitar o seu nome, for tão longe que não os possa levar, vende-os e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus e compre tudo o que a tua alma desejar, e come ali perante o Senhor teu Deus, e alegre tu e tua casa. Porem, não desamparará ao levita que está dentro das tuas portas e não tem parte e nem herança contigo.
Considere a profundidade do texto bíblico onde o Senhor evidencia que, se o lugar que escolheu o Senhor teu Deus, para levar o seu dízimo, for tão longe que não os possa levar, “Ele” instrui, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro atado na tua mão, (não é na mão de nenhuma outra pessoa), ir ao lugar que escolheu o Senhor, e comprar o que a tua alma desejar, para ali fazer habitar o nome do Senhor Deus.
Portando amados, se o “dízimo” fosse dinheiro, o Senhor não iria mandar vender o que já era espécie.
A palavra não deixa dúvida quanto ao dízimo da lei de Moisés, o qual nunca foi oferecido da forma que está sendo feito, porque o dízimo era consagrado ao Senhor. É profundamente lamentável o que está acontecendo, hoje o dízimo virou uma brincadeira, uma verdadeira farra nas igrejas, porque o dízimo não era dinheiro, mas sim, dez por cento da produtividade, para suprir as necessidades dos levitas, mas hoje não existe mais a personalidade representativa do levita entre nós.
Então alguém poderá apontar para Malaquias 3.10 para justificar que fora ordenado ao dízimo, ser levado para casa do tesouro. Isso não muda nada, a finalidade do dízimo continua sendo a mesma, ou seja, para produzir o sustento para os levitas.
Se meditarmos nos livros de II Crônicas 31.5 a 12 e Neemias 12.44 a 47 vamos entender melhor o porquê Malaquias mandou levar os dízimos a casa do tesouro. A palavra diz: Para que haja mantimento na minha casa. E o que é mantimento?
Mantimento: Aquilo que mantém, provisão, sustento, comida, dispêndio, gênero alimentício, etc.
Ainda em II Crônicas 31.13 a 19, a lei mencionava que o quinhão dos dízimos eram partilhados às comunidades dos levitas que trabalhavam nas tendas das congregações, segundo o ministério que cada um recebera do Senhor. Hoje o dízimo está sendo totalmente distorcido da forma original para o qual o Senhor Deus o determinou. Está sendo direcionado para o líder da igreja ou à cúpula de uma organização religiosa, onde ninguém mais sabe a que fim se destina esse montante. Enfim, o dízimo não fora criado para assalariar dirigentes das igrejas ou para prover as despesas pessoais desses, nem tão pouco destinado a realizar obras missionárias ou mesmo para construir templos.
É inegável, ainda que o dízimo não tivesse sido abolido, hoje o homem estaria desvirtuando a finalidade para a qual lei o instituiu.
No Antigo Testamento, o rigor da ordenança do dízimo era a garantia do mantimento com abundância. Pagava-se o dízimo, para receber recompensa das coisas materiais, mas Cristo em sacrifício vivo, pagou o mais alto preço, pagou o preço de sangue para que recebamos a paz, a graça e a oferta da vida eterna.
No Evangelho de Cristo, “Ele” nos ensina que não precisamos mais pagar dízimo para garantir as necessidades cotidiana de coisas materiais (alimento, vestimenta, etc.), a prioridade hoje é buscar primeiramente o Reino de Deus e sua justiça e as demais coisas nos serão acrescentadas (Mateus 6.25 a 33). E para receber a graça e as bênçãos do Senhor não precisamos pagar mais nada (Mateus 10.7 a 10). É “Ele”, quem nos dá a vida, a respiração, e todas as coisas (Atos 17.25). Esta verdade sempre foi omissa pelos pregadores.
OS DÍZIMOS ANTES DA LEI
O DÍZIMO DE ABRAÃO - Gênesis 14.18-20 – Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, e foi por ele abençoado.
O DÍZIMO DE JACÓ - Gênesis 28.20-22 – Jacó fez um voto ao Senhor, prometendo-lhe dar o dízimo de tudo quanto ganhasse, se em sua jornada fosse por “Ele” protegido e abençoado.
Em ambos os acontecimentos, não há registro na palavra do Senhor que tenha havido ordenanças ou determinação para que se dessem os dízimos. Especificamente nesses casos, deu-se por uma iniciativa voluntária, espontânea, ou por voto, como forma de reconhecimento, agradecimento, honra e glória ao Senhor Deus, pelas bênçãos recebidas e pelas vitórias conquistadas. Assim sendo, hoje não se pode tomar como exemplo os dízimos de Abraão e Jacó, como fundamento para implantá-lo como regra geral de doutrina nas igrejas, com o propósito de receber bênçãos e salvação, como muitos pregadores fazem, coagindo e chantageando os fieis em nome do sacrifício do Senhor Jesus.
O DÍZIMO PELA LEI - Números 18.21, 24, 26 – O pagamento do dízimo teve ordenança, fazendo parte do contexto da lei do Antigo Testamento, e tinha caráter de caridade, pois a sua principal finalidade era suprir as necessidades dos Levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida, e também dos estrangeiros, órfãos e viúvas.
Deuteronômio 14.29 - Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos que fizeres.
Está na palavra, o Dízimo foi criado por Deus, com a finalidade exclusiva de fazer caridade aos necessitados, hoje é empregado com outros fins, diverso daquele que o Senhor mandou.
Mas, ainda que os dirigentes das igrejas revertessem toda a renda dos dízimos e ofertas em obras sociais, ainda não estavam em conformidade com a palavra do Senhor, pois alem do dízimo ter sido abolido (Hebreus 7.5-12), a caridade ou amor ao próximo, é algo muito profundo, é individual e intransferível, é entre você e Deus (Mateus 6.1 a 4).
Outro detalhe interessante que precisamos conhecer, quando o dízimo foi instituído pela lei (Números 18.20 a 24), com a finalidade de manter os filhos de Levi que administrariam o ministério na tenda da congregação, o quais não receberam parte nem herança na terra prometida, (Números 18.24”b”), disse o Senhor que os filhos de Levi não teriam nenhuma herança no meio dos filhos de Israel.
As demais tribos de Israel dizimavam aos Levitas o necessário para a manutenção cotidiana, porque não possuíam propriedades na terra. Hoje, a situação está inversa, os trabalhadores, a maioria deles assalariados, ofertam o dízimo para os que vivem sem trabalhar e em abundância de bens, para manter a mordomia desses, sob pretexto de ministrar a obra de Deus.
O DÍZIMO NO EVANGELHO DE CRISTO- Marcos 16. 15 e 16, disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado.
O Senhor Jesus mandou pregar o Evangelho, para que crendo, recebamos a salvação (I Coríntios 15.1, 2). Foi para isso que “Ele” deu a sua vida. E onde está a ordenança para o dízimo, senão no Antigo Testamento? Porque então o homem insiste em pregar e manter as ordenanças da lei, as quais foram por Cristo abolidas? Pregar a velha aliança, é mutilar o Evangelho de Cristo, e sobrecarregar as ovelhas de pesados fardos, escravizando os que buscam a liberdade, verdadeiros condutores cegos, porque o Senhor assim os declara (Mateus 15.14).
No Evangelho de Cristo “Ele” nos ensina fazer caridade, nos ensina a orar, a jejuar (Mateus 6.1 a 18), e uma infinidade de outros ensinamentos, porém nas duas únicas vezes que “Ele” referiu-se aos dízimos, foi com censura. Vejamos:
Mateus 23.23 – Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o Juízo, a misericórdia e a fé; deveis porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas.
Alguém poderá considerar que Jesus ordenou que se dizimasse, porque “Ele” disse que “Deveis fazer estas coisas”. Vamos buscar o entendimento espiritual na palavra do Mestre:
Jesus era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4). Portanto, viveu Jesus na tutela da lei de Moisés, reconheceu-a, e disse dessa forma, pela responsabilidade de cumprir a lei. Vejamos:
Mateus 5.17, 18 – Disse Jesus: Não cuideis que vim abolir a lei e os profetas, mas vim para cumpri-la, e, nem um jota ou til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
E verdadeiramente Ele cumpriu a lei. Foi circuncidado aos oito dias, foi apresentado na sinagoga (Lucas 2. 21-24), assumiu o seu sacerdócio aos trinta anos (Lucas 3.23, Números 4.43, 47), curou o leproso e depois o mandou apresentar ao Sacerdote a oferta que Moisés ordenou (Mateus 8.4, Levíticos 14.1...), e cumpriu outras formalidades cerimoniais da lei.
Porém, quando Cristo rendeu o seu espírito a Deus (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, então passamos a viver, pela graça do Senhor Jesus, encerrando-se ali, toda ordenança da lei de Moisés.
O que precisamos entender de vez por todas, que Cristo não veio a ensinar os Judeus a viverem bem a Velha Aliança, “Ele” disse: “Um novo mandamento vos dou” João 13.34. “Se a justiça provem da lei, segue-se que Cristo morreu em vão” (Gálatas 2.21).
Em Mateus 5.20 disse Jesus: Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
Observem que o Senhor Jesus Cristo mandou justamente os escribas e fariseus (os quais o Senhor sempre os tratava por hipócritas, falsos) que cumprissem a lei de Moisés, lei que ordena o pagamento do dízimo. Nós porém, para herdarmos o reino dos céus, não podemos de forma alguma cumprir o ritual da lei Mosaica como faziam os escribas e fariseus, hipócritas, mas precisamos exceder essa lei, a qual foi por Cristo abolida. A “Graça” do Senhor Jesus excede a lei de Moisés e todo entendimento humano.
A Segunda vez que o Senhor Jesus referiu-se aos dízimos, foi na Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18.9 a 14) e outra vez censurou os dizimistas. Tomou como exemplo um homem religioso, que jejuava duas vezes por semana e dizia ser dizimista fiel, porém, exaltava a si mesmo e humilhava um pecador que suplicava a misericórdia do Senhor. Hoje não é diferente, muitos ainda exaltam-se dizendo: “Eu sou dizimista fiel”, mas nesta narrativa alegórica, o Senhor Jesus Cristo deixou bem claro, que no Evangelho, não há galardão para os dizimistas fieis, ao contrário, Jesus sempre os censurou.
A ABOLIÇÃO DOS DÍZIMOS - Hebreus 7.5: “E os que dentre os filhos de Levi receberam o sacerdócio tem ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão”.
Neste versículo, a palavra afirma que os sacerdotes Levitas recebiam os dízimos por ordem da lei de Moisés.
Hebreus 7.11 – “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico, (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade se havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque (referindo-se a Jesus Cristo) e não fosse chamado segundo a ordem de Arão”? (referindo-se a Moisés, o qual introduziu a lei ao povo).
Hebreus 7.12 – “Porque mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança na lei”.
Meditando no texto acima, especificamente nestes versículos, onde a palavra do Senhor diz: “Que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei” (Hebreus 7.5), “Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei” (Hebreus 7.11) e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também, mudança na lei (Hebreus 7.12), a palavra não deixa qualquer sombra de dúvida, que não só o dízimo, mas toda a lei de Moisés foi por Cristo abolida. Mudou o Sacerdócio, necessariamente, mudou também a lei.
AQUI TOMAM DÍZIMOS HOMENS QUE MORREM - A nossa maior preocupação em relação aos pregadores que tomam o dízimo do povo, vem incidir sobre o versículo 8 deste Capítulo, observem o porquê:
Hebreus 7.8 - E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.
Toda cautela no que diz a palavra: Aqui tomam dízimos homens que morrem, ali aquele que se testifica que vive (alusão ao Rei Melquisedeque).
No Evangelho de Mateus 22.32, disse Jesus que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. O Senhor Jesus Cristo disse que Deus, é Deus dos vivos e não é Deus dos mortos, e a palavra diz que aqui tomam dízimos homens que morrem, no que está legitimado no Evangelho de João 11.26, onde disse Jesus: “Todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá”. Essa afirmativa do Senhor é mais uma evidência que nos faz entender, que os que tomam o dízimo não crêem em Jesus, porque a palavra está dizendo que morrerão os que assim procedem, tomando o dízimo do povo voltam a viver as ordenanças da lei de Moisés que fora por Cristo abolida.
Diante da Palavra de Deus, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra morta, ou seja, obra da justiça da Lei do Velho Testamento.
Crer e viver por essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia. Estar sem a graça de Deus, é estar morto.
Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o que dá e, também, o que recebe o dízimo
CONSIDERAÇÕES FINAIS - No Evangelho de Cristo não há ordenança para se tomar o dízimo, ou para se cumprir qualquer outro rito da lei. Jesus nos deu um Novo Mandamento, mandou pregar o seu Evangelho, ordenou amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, isto é, com caridade, e não estipulou percentual ou limite para isso. Em Mateus 10.42 o Senhor mandou dar pelo menos um copo de água fria; para o mancebo rico Ele mandou vender tudo e dar aos pobres (Mateus 19.21); e quando Zaqueu lhe disse que daria ate a metade de seus bens aos pobres, “Ele” não confirmou a necessidade desse procedimento (Lucas 19.8, 9). Disse apenas: “Zaqueu, hoje veio salvação a esta casa.
Muitos saem em defesa do dízimo dizendo: “Mas o Dízimo é bíblico” (Número 18.21 a 26). Certamente, como também é bíblico: a circuncisão (Gênesis 17.23 a 27), o sacrifício de animais em holocausto (Levíticos Capítulos do 1 até 6.8 a 13), o apedrejar adúlteros (Levíticos 20.10 e Deuteronômio 22.22), etc. Tudo por ordem da lei de Deus que Moisés introduziu ao povo.
Então porque hoje, não cumprem a lei na íntegra, ao invés de optarem exclusivamente pelo dízimo? Querem o dízimo porque é a garantia de renda líquida e certa todos os meses nos cofres das igrejas.
Apocalipse 5.9 - “...Porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de todas as tribos, e línguas, e povos, e nações”.
Portanto irmãos, o preço pela nossa salvação, o Senhor Jesus Cristo já pagou dando o seu sangue inocente na Cruz. O Senhor ainda alerta: “Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos de homens” (I Coríntios 7.23).
O dízimo hoje é remanescente por razões óbvias. Primeiramente, pela contribuição dos que arcam com esta pesada carga tributária, na maioria das vezes pela ausência de entendimento espiritual da palavra de Deus, não diferenciando a lei de Moisés feita de ordenanças simbólicas e rituais, com a Graça do Senhor Jesus Cristo, o qual veio justamente para nos libertar do jugo da Lei.
Outra presunção é por parte dos que se beneficiam pelos dízimos, esses incorrem no erro ou por não terem competência e discernimento espiritual para entender que Cristo desfez a lei Mosaica na cruz, ou mesmo consciente da abolição dessa prática, assumem o risco dolosamente pela desobediência à palavra do Senhor.
Porem, seja por uma ou por outra razão, o homem querendo ou não, aceitando ou não, o dízimo, como toda a lei cerimonial do Antigo Testamento, Cristo aboliu, com o seu próprio sangue na cruz do Calvário: (Lucas 16.16, Romanos 10.4, Efésios 2.15, II Coríntios 3.14, Hebreus 7.12,18, 19).

A Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira (15) o casamento entre pessoas do mesmo sexo e se tornou o primeiro país da América Latina a liberar esse tipo de união. Após 15 horas de debate, o projeto, que teve apoio do governo da presidente Cristina Kirchner, foi aprovado no Senado por 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções.
Segundo especialistas, a decisão do país vizinho acaba por pressionar o Brasil a discutir sobre o assunto.
A advogada Maria Berenice Dias, fundadora e vice-presidente nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família, comemorou a decisão argentina.
“- É um belo exemplo para o Brasil, temos uma proximidade grande, há o mesmo peso religioso, e a aprovação vai fazer o nosso legislador pensar no assunto. O casamento homossexual ainda não existe porque ainda, em parte, o nosso Legislativo é um pouco covarde.”
No entendimento de Dias, a questão parece ser dificultada pelo judiciário brasileiro, talvez pelo fato de ter recebido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o troféu do Prêmio Direitos Humanos 2009, na categoria Garantia dos Direitos da População LGBT.
http://noticias.r7.com/internacional/noticias/casamento-gay-na-argentina-pressiona-o-brasil-20100715.html
Já no posicionamento do Pastor da Igreja Assembléia de Deus, Silas Malafaia, um dos convidados para compor o pensamento evangélico na audiência da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), que discutiu no último dia 12 de maio o projeto de Lei PL 2.285/2007, que debate sobre o Estatuto da Família e novas configurações de lei sobre a formação da família, incluindo o casamento homossexual e a adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo, a coisa não deve seguir por esse pensamento. O pastor defendeu a posição de que nem todos os comportamentos sociais devem ser aprovados em lei.
“-Vamos colocar na lei tudo o que se imaginar. Quem tem relação com cachorro, vamos botar na lei. Eu vou apelar aqui. É um comportamento, vamos aceitar. Quem tem relação com cadáver, é um comportamento, vamos botar na lei”, disse.
Sobre conceder direitos civis para homossexuais, Silas Malafaia disse que essa é uma porta de entrada para a aprovação do casamento entre o mesmo sexo. Para ele a formação de família é uma instituição irrefutável, afirmando que a composição é homem, mulher e filhos, apenas. Ele chegou a citar que essa é a configuração familiar afirmada na Constituição Federal do Brasil.
http://noticias.gospelmais.com.br/em-discurso-contra-o-casamento-gay-silas-malafaia-compara-homossexualidade-a-zoofilia-e-necrofilia.html
Questionado se é válida a luta dos evangélicos contra o casamento homossexual, Silas Malafaia afirmou que sim. Segundo ele, os evangélicos não deixam de ser cidadãos e como tais precisam fazer a diferença.
Na questão da homofobia, diz ele, “não somos contra pessoas, somos contra a prática, os grupos homossexuais é que querem confundir a sociedade. Uma coisa é ser contra a prática, á prática do fumo, a prática do adultério, a prática do roubo e outra coisa é ser contra as pessoas que praticam. A bíblia não desfaz a vida social...”.
Confira o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=0VO_iF2tO3Q
No entender de Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, a garantia de direitos civis para homossexuais é um direito, pois envolve questões jurídicas e de saúde: “Nós queremos nem menos nem mais, queremos direitos iguais. Nós não queremos o casamento, nesse momento não é a nossa pretensão. Nós queremos os direitos civis”, disse. Enquanto isso, a polêmica situação do matrimônio entre homossexuais vai seguindo no Brasil sem muito avanço oficial.
O presidente da CCJ, deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), tentou chegar a um acordo entre as duas partes. Diante das opiniões disse que irá tentar achar um meio termo.
Contudo, não se pode esperar com tanta certeza essa proposta do deputado Eliseu Padilha, afinal de contas crer nisso, seria o mesmo que acreditar na mistura de água e óleo. Se o país vizinho adotou tal atitude, com certeza não foi nesse acordo entre as partes, e isto fica bem claro na votação apertada que o projeto teve no Senado Argentino com 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções.
E você, que pensa sobre o assunto? Independente de qual seja a sua opinião, lembrando sempre que este é um espaço democrático onde tudo se faz na força da transparência, sem retoques nem maquiagens, PARTICIPE DE NOSSA ENQUETE NO FINAL DESSA PÁGINA E RESPONDA:
VOCÊ CONCORDA COM A EXTENSÃO DO CASAMENTO PARA OS HOMOSSEXUAIS?
O santo matrimônio e o sábado foram INSTITUIDOS por Deus na criação. Isto fica bem claro no livro de Gênesis 1: 27 a 31 e 2:1 e 2.
A lei moral que compreende os dez mandamentos é tão imortal e eterna quanto o próprio Caráter Divino, Mateus 5:17.
Fora estas três ordenanças bíblicas, tudo o mais foi sim instituído por Deus com um propósito específico, em um determinado tempo também específico, para um povo específico. É o caso do dízimo estabelecido para o povo que Deus havia designado para ser referência a todas as nações, a saber, todos os descendentes de Abraão que temos conhecimento foi o primeiro dizimista mencionado na bíblia em Gênesis 14:20.
Contudo, a boa convivência em sociedade, como deve ser entre os que professam ser cristãos depende de manutenção, ai sim entra um dos objetivos específicos dos dízimos: manter a comunidade.
Deus não estabeleceu preço nenhum para os que querem ser salvos, ao contrário, Ele pagou um alto preço por nossas miseráveis almas ao derramar seu PRECIOSO E MUITO VALIOSO SANGUE NA CRUZ.
Os 10% devolvidos a Deus de tudo que se obtinha, era uma forma de louvor e gratidão a Deus, reconhecendo que tudo vinha de Suas Mãos, este era o objetivo geral e principal dos dízimos, depois como objetivos específicos, Deus direcionava esses recursos para a MANUTENÇÃO DO TEMPLO E O CUIDADO DAS PESSOAS. Aliás, quero abrir um parêntese aqui para lembrar o que está registrado no livro do apóstolo Tiago 2:27 que diz: “A religião pura e sem mácula, para com nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.”
Percebemos aqui então que Deus NUNCA PRECISOU de recurso humano nenhum, haja vista sabermos que Ele é o dono de tudo, Salmos 24:1. Todavia proporcionou um meio para que seu povo se ajudasse mutuamente e ainda mais, saísse ganhando com isto, pois seriam abençoados.
Mais também fica claro que este não é um preceito do qual o homem precisa pra mostrar que é fiel ou infiel senão seria o próprio Messias que estaria precisando de um dicionário para interpretar um preceito estabelecido por Ele mesmo. Observe as suas palavras a respeito do assunto, registradas no Evangelho de Mateus 23:23: “-Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o DÍZIMO da hortelã, do endro e do cominho e tendes NEGLIGENCIADO os preceitos mais importantes da LEI: A JUSTIÇA, A MISERICÓRDIA E A FÉ..”;
A partir daí o Messias não invalida o dízimo, apenas observa o lugar onde o mesmo deve situar-se, ou seja, abaixo da justiça, da misericórdia e da fé. Que entendemos então? O dízimo deve ser usado para o bem comum da comunidade cristã, foi para isto que ele foi instituído por Deus: primeiro como gratidão e louvor a Quem tudo pertence e depois para fazer justiça e misericórdia a comunidade cristã e principalmente aos órfãos e viúvas. Percebe-se nitidamente que o Messias afirma que a justiça, a misericórdia e a fé são os preceitos mais IMPORTANTES da lei. Observe como conclui o verso 23 “... devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” O Messias não gostava dessa atitude farisaica e censurou-os no verso 24 com as seguintes palavras: “-GUIAS CEGOS, QUE COAIS O MOSQUITO E ENGOLIS O CAMELO! Ou seja, sem valor nenhum a devolução dos dízimos se não houver a prática da justiça, da misericórdia e da fé. Mais não é assim que temos visto hoje em dia.
Podemos então concluir que DEUS NÃO PRECISA E NUNCA PRECISOU DO DINHEIRO DE MORTAL NENHUM;
PRA SE MOSTRAR FIDELIDADE A DEUS, O HOMEM NÃO NECESSITA ESPECIFICAMENTE DOS DÍZIMOS E SIM DO QUE O PRÓRRIO MESSIAS ENSINOU: “DOS PRECEITOS DA LEI, A SABER: A JUSTIÇA, A MISERICÓRDIA E A FÉ”.
Quando entra dinheiro na jogada, comumente o homem natural tende a desvirtuar os propósitos e corromper os objetivos dos mesmos. Foi assim com o povo do passado quando deixava de atender as necessidades do povo para manter suas luxúrias e seus altos padrões de vida. Os sacerdotes foram acusados de mãos sujas de sangue por praticar até mesmo assassinatos dentro do templo e uma série de coisas por terem se corrompido, eles não observavam a religião pura e sem mácula citada em Tiago 2:27(qualquer semelhança terá sido mera coincidência na idade contemporânea? rsrs).
No livro do Profeta Isaias no capitulo um, o profeta discorre muito bem sobre isso e nos versículos 16 e 17 ele é bem enfático com a questão da verdadeira religião. Ele transmite ao povo os conselhos divinos. Observe: “-lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à JUSTIÇA (olhe o preceito citado mais tarde pelo Messias aos fariseus), repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão (olha a religião pura e sem mácula citado pelo apóstolo Tiago), pleiteai a causa das viúvas (olha aqui de novo a religião citada pelo apóstolo Tiago2: 27).
Quantas igrejas evangélicas mantêm ao menos um orfanato e/ou um lar para idosos?
Não posso aceitar que manipulem minha mente e capitalizem minha religião, seria demais pra mim suportar essa idéia, também não irei me posicionar contra a manutenção de uma comunidade que eu venha fazer parte. Todavia, aceitar goela abaixo essa historinha de fidelidade a Deus pelo que dou ou deixo de doar, é querer brincar com minha inteligência
Grande abraço e lembrando sempre, aqui as coisas são sempre SEM RETOQUES NEM MAQUIAGENS!
Nos últimos dias, todo o Brasil tem acompanhado a história trágica que envolve o desaparecimento da modelo Eliza Samudio, ex- amante do goleiro Bruno, do flamengo e seu suposto envolvimento no caso.
A moça teria desaparecido após encontros com o goleiro pedindo pensão para seu filho e suposto filho do goleiro.
Depois que um menor de 17 anos entrou em cena revelando que a modelo teria sido assassinada de forma violenta e parte de seu corpo teria inclusive sido dado para cães num sitio de um ex- policial civil, o caso começou a ganhar um maior interesse pela mídia que todos os dias revelam detalhes do caso, alcançando o ibope que tanto almejam.
É verdade que ainda não se tem todas as provas necessárias para incriminar o goleiro do flamengo, mais também fica evidente que a esta altura do campeonato, é muito difícil provar sua inocência no caso. E por falar em campeonato, é interessante que os amigos do goleiro parecem ter sumido que nem na parábola do filho pródigo, quando o dinheiro do rapaz terminou e ele ficou sem recursos para sobreviver. No caso Bruno, no entanto, foi seu próprio advogado, Ércio Quaresma, quem revelou em entrevista á apresentadora Ana Maria Braga no programa “Mais você” da rede globo de TV as seguintes palavras:
“- Nesta hora, ele é um homem com lepra nos tempos antigos. O Bruno está tipo cão sarnento.”
O advogado afirma que o ex- goleiro do flamengo nesta hora difícil encontra-se abandonado e sem dinheiro, embora informasse também que um grupo de amigos está se reunindo para capitalizar dinheiro para sua defesa.
Triste história essa do ex-goleiro Bruno, uma história que tinha tudo pra terminar no paradoxo da atual, contudo só temos a lamentar tal fato ter acontecido com um rapaz tão promissor para a história do futebol brasileiro e porque não dizer para o próprio futebol internacional. Se ele de fato é o responsável pela trágica morte da modelo, conforme os indícios mostram, ele deve pagar por isso, é claro, mais alguns questionamentos se fazem necessários também nesta hora, a começar por saber quais eram as reais intenções desta modelo ao aproximar-se do ex-goleiro e tentar uma gravidez tendo conhecimento da situação conjugal do mesmo.
Será que esta modelo era de fato este poço de inocência que a mídia tenta mostrar? Depois que morre todo mundo passa a ser santo. E por que todo este interesse midiático em detonar o rapaz? Até o irmão do ex-goleiro que reside no interior do estado de Teresina foi preso por acusação de estuprar a ex-namorada depois de dois anos. Será que não há algum interesse por detrás de toda essa situação?
Perguntar não ofende. Ou será que ofende?
Em entrevista a TVL, o técnico Felipão, do Palmeiras, comentou o caso Bruno. Ele disse que vê na situação do ex-goleiro Bruno, um aviso a todos os brasileiros e em especial a todos os jogadores do Brasil, para quem avaliem se vale à pena jogar uma carreira fora e afirmou por duas vezes que no Brasil não existe impunidade.
Confira o vídeo:
http://msn.lancenet.com.br/futebol/noticias/10-07-16/791344.stm?futebol-adovgado-diz-que-bruno-esta-sem-dinheiro-e-abandonado-na-prisao
Você concorda com ele?
Terminado o torneio mundial de futebol, a Copa do Mundo na África do Sul, á primeira no continente africano, resta para todos nós uma pergunta no mínimo curiosa:Qual o objetivo da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado) com a realização dessa copa do mundo na África?Voltar os olhares do mundo para tentar corrigir as injustiças sofridas pelo continente- mãe de todas as civilizações? Ou deixar o déficit público em impostos para os sul africanos arcarem após terminar o torneio?Interessante é o fato que, nessa copa da África, as seleções favoritas e que levam o maior número de pessoas as arquibancadas dos estádios, foram as primeiras a serem desclassificadas retornando a seus paíese de origem mais cêdo, caso da Itália, França e Iglaterra o que automaticamente desestimulam seus torcedores a permanecerem na sede do evento, deixando de gerar os lucros previstos para a mesma. Entretanto, deixando esses detalhes á parte, gostaria de propor ao leitor uma reflexão mais pessoal que coletiva. Uma vez que tanto se falou da África nessa copa, que consciência negra tem os brasileiros afrodescendentes?Proponho a leitura que segue abaixo de um parágrafo do livro Afro-Reflexões de um grande amigo e irmão meu, Valter Passos (pseudônimo- Kefing Foluke):"O homem e a mulher negra precisam se reencontrar fora da senzala e reconstruir no útero do ser negro um novo relacionamento de respeito e amorosidade, lembrando sempre que somos frutos de um amor depreciativo formulado nas senzalas da escravidão. Não estamos mais abandonados e jogados na fétida senzala de amores depreciativos, por isso não devemos ter medo de amar. O amor deve ter início na auto-afirmação do ser negro, assim redescobriremos á vontade de sentir profundamente a intensidade de um beijo bem gostoso entre uma negra e um negro."Carinhosamente quero deixar um Afrobeijo e um Afroabraço para todos!!
Após acordar da decepção de não ter conquistado o título de Hexacampeões Mundial no último dia 02 de julho, quando a seleção de Dunga abriu o placar de 1X0 contra a Holanda mais não segurou o resultado perdendo de 2X1, se faz necessário que o Brasil acorde mais uma vez, dessa vez, para a responsabilidade que todo cidadão precisa ter para a campanha eleitoral, que este ano promete muita controvérsia entre gênero e competência.
Fato é que, dos vários candidatos das legendas que estão concorrendo à presidência da república, dois, são do gênero feminino. Mais que importância ou relevância isso tem?
No Brasil nunca houve até o momento, uma mulher liderando a nação como presidente, muito embora em eleições passadas, as mulheres tenham se manifestado lançando suas candidaturas, contudo, sem muito sucesso. É verdade que esta é uma realidade na esfera estadual e municipal, onde se conhece as diversas histórias de governadoras, senadoras, deputadas e vereadoras. Umas mais conhecidas como nos casos das ex- governadoras do estado de São Paulo, Marta Suplicy e Luiza Erundina, no Rio Janeiro, Rosinha Garotinho, No Maranhão, Roseana Sarney e muitos outros exemplos clássicos na política brasileira, no entanto, ainda é grande o estereótipo para se admitir uma mulher com a função de presidente da República. Apesar desse estereótipo, a força feminina tem avançado a cada dia fazendo com que as mulheres se animem no avanço dessa conquista.
A ex- senadora Heloisa Helena, uma das fundadoras e membro do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), é exemplo disso. Líder determinada, a ex- senadora mostrou confiança, competência, dinamismo, comprometimento com a ética e o dever de cumprir suas promessas de campanhas, enfrentou os adversários políticos de frente e junto com outros integrantes do PT (Partido dos Trabalhadores), apoiados por intelectuais socialistas, economistas, filósofos e cientista políticos fundaram uma nova legenda baseada numa reflexão e visão compreendidas no socialismo.
Lançou sua candidatura para presidente da república em 2006, sendo a primeira ou uma das primeiras do gênero feminino a almejar efetivamente tal pleito. Mesmo que não tenha conquistado o comando do Palácio do Planalto, a ex-senadora deu provas mais que suficientes á quem interessar possa que, tem competência pra assumir tal posição, quando lhe for confiada através do voto direto.
Política, ambientalista, pedagoga e filiada ao Partido Verde (PV), Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima, ou simplesmente Marina da Silva como é conhecida, a ex- senadora e ex- Ministra do Meio Ambiente, também é um grande exemplo da força feminina na política brasileira.
A presidenciável para as eleições de 2010 superou toda vida de pobreza em que nasceu e viveu no seringal acreano, driblou as dificuldades econômicas e foi alfabetizada pelo sistema de alfabetização da ditadura militar, o Mobral.
Em 1981 iniciou sua graduação de História na Universidade Federal do Acre (UFAC), mais tarde por influências das teorias marxistas e da igreja católica entrou para o Partido Revolucionário Comunista que era abrigado no Partido dos Trabalhadores. Foi professora na rede de ensino médio, engajou no movimento sindical, foi companheira de luta de Chico Mendes e juntos fundaram a Central Única dos trabalhadores (CUT) do Acre em 1985 da qual foi vice- coordenadora até 1986.
Foi à vereadora mais votada no município de Rio Branco em 1988, conquistando a única vaga da esquerda na Câmara Municipal. Como vereadora causou polêmicas por combater os privilégios de vereadores e devolver benefícios que os demais vereadores também recebiam. Isso é que é ser uma mulher de fibra (como diria um bom nordestino, uma mulher retada, risos). Em 1990 terminou seu pleito de vereadora e se candidatou a deputada estadual pelo estado do Acre e novamente teve a maior votação.
O ano agora é 1994 e ela foi eleita senadora da República e pra variar como o leitor já deve imaginar, com a maior votação. Vale lembrar que com essa expressiva votação que teve como senadora da Republica pelo estado do Acre, ela quebrou uma tradição de vitória exclusiva de ex-governadores e grandes empresários do estado. Foi Secretária Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Partido dos Trabalhadores, de 1995 a 1997. Pode-se dizer que se tornou uma das principais vozes da Amazônia, tendo sido responsável por vários projetos, entre eles o de regulamentação do acesso aos recursos da biodiversidade.
Em 2003, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, foi nomeada ministra do Meio Ambiente. Desde então, enfrentou conflitos constantes com outros ministros do governo, quando os interesses econômicos se contrapunham aos objetivos de preservação ambiental.
Em 13 de maio de 2008, cinco dias após o lançamento do Plano Amazônia Sustentável (PAS), cuja administração foi atribuída a Roberto Mangabeira Unger, Marina Silva entregou sua carta de demissão ao Presidente da República, em razão da falta de sustentação à política ambiental, e voltou ao exercício do seu mandato no Senado.
Em 2007 um movimento apartidário de cidadãos, denominado "Movimento Marina Silva Presidente", iniciou a defesa pública de sua candidatura à presidência da República. A repercussão internacional deste movimento fez com que o PV Europeu pressionasse o PV do Brasil a convidá-la para afiliar-se em seus quadros.
Assim, desde agosto de 2009, foi cogitada a ser candidata à presidência da República pelo Partido Verde (PV). Líderes do PV articulam um leque de apoio que dê envergadura eleitoral à eventual candidatura em 2010.
No dia 19 de agosto de 2009, Marina Silva anunciou sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT). Marina disse que a decisão foi sofrida e a comparou com o fato de ter deixado a casa dos pais há 35 anos num seringal rumo a uma cidade grande. "Não se trata mais de fazer embate dentro de um partido em que eu estava há cerca de 30 anos, mas o embate em favor do desenvolvimento sustentável."
Em 11 de junho de 2010, anunciou oficialmente sua candidatura à Presidência da República, em uma convenção do Partido Verde na qual afirmou pretender ser a primeira mulher, negra e de origem pobre a governar o Brasil.
Fatos Relevante:
• Em 1996 recebeu o Prêmio Goldman do Meio Ambiente pela América Latina e Caribe, nos Estados Unidos.[14]
• Em 2007, por meio da Medida Provisoria 366, a ministra Marina Silva desmembrou o Ibama e repassou a gestão das unidades de conservação da natureza federais para o Instituto Chico Mendes.
• Também em 2007, recebeu o maior prêmio das Organização das Nações Unidas (ONU) na área ambiental - o Champions of the Earth (Campeões da Terra) - concedido a seis outras personalidades: o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore; o príncipe Hassan Bin Talal, da Jordânia; Jacques Rogge, do Comitê Olímpico Internacional (COI); Cherif Rahmani, da Argélia; Elisea "Bebet" Gillera Gozun, das Filipinas, e Viveka Bohn, da Suécia.
• Em 1 de abril de 2009, ganhou o prêmio norueguês Sofia, de 100 mil dólares, por sua luta em defesa da floresta amazônica. "Ela reduziu o desmatamento na Amazônia para níveis historicamente baixos - 59 por cento, de 2004 a 2007", informou a fundação. Áreas enormes foram conservadas, mais de 700 pessoas foram presas por atividades ilegais na floresta, mais de 1.500 empresas foram fechadas, e equipamentos, propriedades e madeira ilegal foram apreendidos. Ela também se preocupou com as populações indígenas". Durante os três anos de Marina Silva no governo, o desmatamento foi reduzido para o segundo nível mais baixo em 20 anos, de acordo com a Fundação.
• Em 10 de outubro de 2009, recebeu o prêmio Mudanças Climáticas, oferecido pela Fundação Príncipe Albert II de Mônaco.
• Foi considerada pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.
• Foi considerada um dos 100 maiores protagonistas do ano de 2009 pelo jornal espanhol El País.
Concluindo por hora a análise do assunto, não poderíamos deixar de mencionar a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) e afilhada política do presidente Lula, Dilma Rousseff.
Dilma Vana Rousseff é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi ministra-chefe da Casa Civil durante o Governo Lula, e é a candidata do partido à Presidência da República.
Nascida em família de classe média alta e educada de modo tradicional, interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância, passou para a luta armada contra o regime militar, integrando organizações como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR Palmares). Passou quase três anos presa, entre 1970 e 1972, onde passou por sessões de tortura.
Reconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, onde junto com o companheiro por mais de trinta anos, Carlos Araújo, ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e participou ativamente de diversas campanhas eleitorais. Exerceu o cargo de secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre no governo Alceu Collares e mais tarde foi secretária estadual de Minas e Energia, tanto no governo de Alceu Collares como no de Olívio Dutra, no meio do qual se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2001.
Participou da equipe que formulou o plano de governo na área energética na eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República em 2002, onde se destacou e foi indicada para titular do Ministério de Minas e Energia. Novamente reconhecida por seus méritos técnicos e gerenciais, foi nomeada ministra-chefe da Casa Civil devido ao escândalo do mensalão, crise que levou à renúncia do então ministro José Dirceu. Foi considerada pela Revista Época uma dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.
Analisando friamente e de modo sintático o perfil das três mulheres acima citadas, concluimos que, independente da sigla da legenda que defendam, elas tem algo muito em comum, a saber, COMPETÊNCIA!!!
Acreditamos que já é hora de começarmos uma reflexão mais profunda a respeito da valorização do gênero feminino, especialmente no tocante a sua competência para liderança no âmbito político. O estereótipo de que elas podem ser vereadoras, deputadas, governadoras, senadoras e até mesmo ministras mais não podem assumir a presidência da República, precisa ser vencido em caráter de urgência. Todavia, é no campo político e entre os políticos que tal estereótipo se fortalece segundo a opinião da ex-ministra e candidata ao comando do Palácio do Planalto pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
“… eu acho interessante o fato de que a mulher, quando ela exerce um cargo com alguma autoridade, sempre é tachada de dura, rígida, dama de ferro ou qualquer coisa similar. E eu acho isso, de fato, um estereótipo. É um padrão, uma camisa de força que tentam enquadrar em nós mulheres.”
Dilma, ao confirmar que já se sentiu discriminada por ser mulher.
Sobre seu temperamento, Dilma afirma:
"O difícil não é meu temperamento, mas minha função". Eu tenho de resolver problemas e conflitos. Não tenho descanso. Não sou criticada porque sou dura, mas porque sou mulher. Sou uma mulher dura cercada por ministros meigos".
É muito fácil falar na maioria das vezes, mais somente quem sente na pele o preconceito, seja ele de que tipo for, no caso, o gênero, é que realmente sabe o quanto ele é depreciativo e mesquinho, vulgar eu diria e ainda covarde pra não dizer patético e infrutífero. Nenhum homem ou mulher, jamais ganhou alguma coisa positiva cultivando tais estereótipos, muito menos beneficiou uma maioria, portanto, sugerimos a todos os brasileiros á uma introspecção com o fim de reavaliarmos nossos conceitos e iniciarmos uma nova era. Uma era de pessoas pensantes e que sejam capazes de pensar por si mesmas e livres de estereótipos. Utopia? Talvez sim, mais acredito que esse fenômeno depende mais de nós mesmos, entretanto de forma individualizada, que propriamente de modo coletivo. Reflita e pense, pois como disse Michael Jackson, “você é capaz de mudar o mundo, começando por você”.
Sugiro então que comecemos analisando de igual para igual todos os candidatos e candidatas para presidência da República e os avaliemos pela sua COMPETÊNCIA e não somente pelo GÊNERO.
“Trazei todos os dízimos á casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa; e provai-me nisto diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir a janela do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.” Malaquias 3:10
realidTendo como base de argumentação bíblica o texto acima do primeiro testamento encontrado no livro de Malaquias capítulo três e versículo dez, é que a indústria gospel tem alcançado um êxito fenomenal. As diversas instituições evangélicas e a igreja católica apostólica romana têm travado uma batalha religiosa há séculos, desde que Martinho Lutero conseguiu mostrar claramente em suas teses, dentre muitas verdades ocultas pela igreja de Roma que a salvação do homem é de graça requerendo do mesmo apenas sua crença no sacrifício expiatório do Filho de Deus em seu favor. No entanto, podemos perceber claramente que séculos depois aos discursos inflamados do grande reformador protestante, pouca ou quase nenhuma diferença há entre a igreja de Roma e o mundo protestante no tocante ao modo de crerem e pregarem a “Doutrina da Fidelidade Cristã” ou talvez devêssemos usar o termo “Doutrina da Prosperidade Cristã”, isto porque, tanto para os evangélicos quanto para os católicos, pouco valor se percebe na observação das doutrinas bíblicas desde que se seja um bom dizimista ou ofertante. Isto nos lembra da idade média, quando se pagava indulgencias a igreja de Roma e obtinha-se perdão dos pecados, ao morrer, se subia direto ao paraíso sem necessitar passar pelo purgatório e coisas do gênero que em pleno século XXI jamais admitiríamos aceitar. Mais não precisamos ir muito longe a nossas considerações para percebermos que esta é a atual ade do mundo cristão, sejam católicos ou evangélicos ( gospel ).
É notório em qualquer lugar por onde passamos hoje em dia, que se abre uma porta de armazém com título de igreja evangélica convidando pessoas para adorarem ao Senhor. O mais curioso em tudo isso é a velocidade com que esses movimentos crescem precisando muitas vezes dividir-se e tornam a crescer e novamente se dividem e desse jeito o movimento não para, tudo isso em nome de Deus. Mais que Deus é esse que não explica aos seus filhos tanta confusão e um aumento tão exagerado de novas congregações a cada dia?
Será mesmo necessário que a cada dia apareçam novas igrejas “proclamando as verdades supremas de Deus”? Ou será necessária outra reforma protestante para os protestantes? Cada igreja protestante serve a um Deus diferente? Por que discordam em muita coisa mais quase todas se não todas se unem no aspecto da questão da devolução dos “DÍZIMOS E OFERTAS”?
Verdade é que, eu gostaria de ter respostas pra todas essas perguntas, no entanto de uma coisa podemos ficar certos, Deus não tem nada haver com toda essa confusão que se faz em nome Dele.
Vou sugerir algumas razões claras para crermos que Deus não tem nada haver com essa confusão toda.
• Deus não se agrada de confusão, contendas ou coisas do gênero;
• Deus sempre foi e é específico no que quer;
• Deus nunca pede mais do que o ser humano pode dá;
• Deus não confiou seus mistérios à instituição humana nenhuma.
O livro sagrado dos cristãos, a bíblia, revela um Deus que despreza toda sorte de confusão e contendas. A prova disso está no capítulo 11 do livro de Gênesis que revela que este tipo de coisa Ele permitiu quando os homens desobedeceram as suas leis e tentaram desafiá-Lo construindo uma torre para alcançá-Lo caso houvesse outro dilúvio. Aquele lugar ficou conhecido como lugar de confusão que é o significado de Babel.
Revela ainda as especificidades do que Ele faz quando vai realizar algo. Por exemplo, quando revelou que enviaria seu Único Filho para salvar a raça humana, Ele planejou tudo e revelou detalhes a todos os profetas do antigo testamento que antecederam a vinda do Messias. Dúvidas a respeito disso só teve quem não estudou os escritos do torah (a bíblia) da época. Inclusive os próprios judeus que O entregou para ser crucificado sabiam da vinda Dele, apenas não o aceitaram na forma humana e humilde que veio.
Quando a bíblia revela que Deus não pede mais do que o ser humano pode dá é porque Ele conhece nossa estrutura e sabe até onde nosso limite vai, bem como conhece também todas as nossas posses financeiras. Não acredito que Ele pediria que entregássemos tudo que temos em troca de bênçãos, afinal de contas tais bênçãos são dádivas gratuitas a todos que delas necessitam, ou então, a bíblia estaria se contradizendo quando apresenta um Deus de amor e que vende bênçãos as suas criaturas, isso não é algo divino mais totalmente humano.
Percebemos que todas as instituições religiosas se apresentam como guardiãs das verdades divinas। No entanto não encontramos nos escritos sagrados, que Deus tenha dado autoridade a nenhuma delas para que se apresentem com tal responsabilidade। Por conseguinte devemos entender que a indústria gospel cresce em função do capitalismo selvagem, fruto de uma sociedade globalizada interessada muito mais nos lucros do que na verdade do pressuposto de salvar almas para o reino de Deus.
Explica-se o fato de que quase todas as instituições defendem efetivamente a doutrina de que devemos devolver a Deus 10% de tudo que ganhamos para que sejamos abençoados e se não o fizermos o contrário também é verdade,
ou seja, seremos menos favorecidos por Deus, pois Ele também nos negará suas bênçãos. Nesse caso nenhuma instituição leva em conta que esta orientação foi dada no antigo testamento e que nós estamos vivendo no novo agora, também não leva em conta que esta ordem expressa foi específica pra um povo e ocasião determinados.
Quando os levitas foram determinados por Deus para cuidar das atribuições do templo, também precisavam ser mantidos e supridos, desta forma todas as tribos deveriam levar suas dízimas, ou seja, dez por cento de tudo que produziam para sustento dos levitas (a tribo dos filhos de Levi) que cuidavam exclusivamente da administração dos trabalhos do templo. Observemos que os levitas viviam em função dos serviços do templo e não desenvolviam outras atividades como as demais tribos, nesse caso precisavam ser assistidas enquanto tribo especial do templo, pelos proventos que eram designados para o templo através dos dízimos. É importante que fique bem claro ainda que os dízimos representavam 10% de tudo que se produzia no campo, ou seja, tudo que se plantava e colhia, vemos claramente ai que não se tratava de moeda monetária, até porque ainda não existia tal sistema.
Para uma reflexão um pouco mais profunda, sugerimos a análise de que forma são utilizados os dízimos nas igrejas evangélicas bem como na igreja de Roma na era contemporânea em que vivemos.
Como os levitas viviam exclusivamente para os serviços do templo, eles foram beneficiados com os proventos designados ao templo, logo é óbvio que não passavam fome e tinham suas necessidades supridas como conseqüência direta de atender as necessidades das demais tribos. Entendemos isso como se fosse um tipo de distribuição de renda ou talvez ainda pudéssemos chamar de transferência de renda. Uma vez que as onze tribos de Israel transferiam para o templo em forma de oferta voluntária sua gratidão a Deus por tudo que Ele lhes concedia colher,(essa oferta representava os dez por cento de sua colheita para manter o templo e como os levitas viviam em função das atividades do templo, tinham suas necessidades supridas por este recurso). Note que o benefício era designado ao templo e não propriamente aos levitas, estes últimos eram beneficiados pelo recurso devido a seus préstimos ao templo. Em contrapartida, os levitas viviam para o templo e para atender as necessidades das demais tribos, isso incluía toda assistência que o povo precisasse, fosse de ordem moral, social e espiritual.
Como se utiliza os recursos dos dízimos nas igrejas cristãs de hoje?
Bem, na atualidade os dízimos não permanecem com os mesmos significados de origem, nem no objetivo geral de louvor, adoração e gratidão a Deus por tudo que nos concede através do resultado do nosso trabalho, afinal de contas não vivemos da lavoura e da agricultura, vivemos do capital que resulta de nossa mão de obra. Como também não é o mesmo nos objetivos específicos, na metodologia em que era utilizado, no caso, assistir uma tribo para que a mesma assistisse todas as outras (os levitas eram responsáveis por assistirem o povo no que precisassem como verdadeiros líderes do povo).
Longe de assistir sua membresia em todas as suas necessidades, as igrejas evangélicas e o clero católico tem se apropriado do recurso dos dízimos para aumentarem seus patrimônios e enriquecerem seus líderes ilicitamente.
Segundo afirma o site Gospel Prime que analisou uma pesquisa no assunto, as igrejas evangélicas no Brasil recolhem por mês entre seus fiéis mais de R$ 1 bilhão – precisamente R$ 1.032.081.300,00 enquanto a igreja católica romana encontra-se superada arrecadando R$ 680.545.620,००
Uma pausa aqui é importante para que percebamos que em momento algum a bíblia fala em manter um sistema, a orientação bíblica é clara e específica: “... para que haja mantimento em minha casa;”, fica explícito aqui que o templo onde as tribos dos filhos de Israel congregavam é que deveria ser suprido e como os levitas eram os responsáveis pelo templo conseqüentemente eram assistidos.
O que percebemos hoje em dia é que os papéis foram invertidos, ou seja, os dízimos são recolhidos para manter as instituições (igrejas e seus líderes) que não se sentem na obrigação com os doadores e estes últimos são coagidos através de manipulação e alienação muitas vezes a continuarem mantendo um sistema. Prova disso está no fato que não é costume dessas instituições apresentarem relatórios de como são empregados tais recursos por elas.
Eu gostaria de ter acesso a alguma instituição religiosa que me apresentasse, por exemplo, a cópia de um projeto social que beneficie a negros e os ajude a alcançar uma mobilidade social considerável, haja vista que a maioria dos membros de tais instituições evangélicas são negros e afros descendentes, isto é apenas um exemplo dentre muitos.
Sempre foi intenção de Deus que a vida em comunidade fosse à melhor possível, Ele sempre foi específico a cada geração e em cada época da história.
Os dízimos surgiram no que conhecemos como antigo testamento bíblico, como uma forma de louvor, adoração e gratidão á Deus pelas colheitas e Ele direcionou essa forma de gratidão em beneficio do próprio povo no convívio em sociedade, não como uma regra pré estabelecida para receber as bênçãos divinas, muito menos como uma doutrina bíblica que condene quem não o faça. Afinal de contas a Ele pertencem todas as coisas, a Ele pertencem o ouro e a prata. É a bíblia mesmo quem diz no livro de salmos no capítulo vinte e quatro e verso um e dois:
“Ao Senhor pertence à terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a Ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu.”
Precisamos entender que dízimo não significa dinheiro, dízimo no contexto bíblico significa adoração, louvor e gratidão.
Diante do exposto acima e do raciocínio lógico e óbvio de qualquer ser humano pensante, que concluiremos a respeito da doutrina da prosperidade que temos visto na idade contemporânea? É razoável? Ou estamos sendo estigmatizados pelo mundo gospel e cooperando com instituições capitalistas que usam a fé do povo para movimentar grandes impérios econômicos em nome de Deus? Por que cada dia vemos surgir novas igrejas com pastores cada vez mais ricos e milionários e membros cada vez mais pobres? Por que as muitas instituições evangélicas discordam entre si de muita coisa ou quase tudo em pontos dogmáticos mais todas ou quase todas concordam com a “doutrina” dos dízimos? Se Deus é o dono de tudo como afirma a bíblia, que interesses há em insistir na doutrina de que devemos dá algo nosso como os dez por cento de nossa renda para alcançar suas bênçãos ou favores? Ou, quando foi desde que Israel deixou de ser preferência como nação que o dízimo passou a ser obrigatoriedade para recebermos qualquer dádiva de Deus?
A cobrança dos dízimos no mundo evangélico (gospel), quanto na igreja de Roma (católica) não passa de uma forma elaborada para lesar a consciência dos que de coração sincero buscam a Deus mais não examinam com diligência a respeito do assunto, ao passo que ao mesmo tempo enriquecem seus líderes e ajudam a construir patrimônios faraônicos. será qEssa é uma primeira hipótese, no entanto há uma segunda, aqueles que voluntariamente aceitam esse plano monetário praticado pela igreja, mesmo que cientes de todo expostos aqui, considerando que estão devolvendo a Deus o que a Deus pertence. Mais se há Deus pertence e Ele nos deu porque precisamos, por que motivo iria pedir de volta? Somente pra saber se somos fiéis? Será que Ele não sabe se somos ou não? Ou será que tais instituições querem também limitar o poder da onisciência Divina? Será ainda que a fidelidade humana só tem peso na questão financeira? Ou, que se formos fiéis aos dogmas da igreja mais não na questão dos dízimos tudo será em vão? O que ocorreria nas igrejas evangélicas se todos os fiéis criassem uma nova consciência sobre dízimos? Será que continuaríamos ver um crescimento assustador no mundo gospel como temos visto na atualidade?
Estou bem certo que se continuar com minhas interrogações não vou conseguir concluir o assunto. Portanto concluo por hora, deixando com o leitor a seguinte interrogação:
“DEUS REALMENTE PRECISA DO MEU E DO SEU DINHEIRO?”