sábado, 17 de julho de 2010

O quanto Deus precisa do seu dinheiro? Parte II



O santo matrimônio e o sábado foram INSTITUIDOS por Deus na criação. Isto fica bem claro no livro de Gênesis 1: 27 a 31 e 2:1 e 2.
A lei moral que compreende os dez mandamentos é tão imortal e eterna quanto o próprio Caráter Divino, Mateus 5:17.
Fora estas três ordenanças bíblicas, tudo o mais foi sim instituído por Deus com um propósito específico, em um determinado tempo também específico, para um povo específico. É o caso do dízimo estabelecido para o povo que Deus havia designado para ser referência a todas as nações, a saber, todos os descendentes de Abraão que temos conhecimento foi o primeiro dizimista mencionado na bíblia em Gênesis 14:20.
Contudo, a boa convivência em sociedade, como deve ser entre os que professam ser cristãos depende de manutenção, ai sim entra um dos objetivos específicos dos dízimos: manter a comunidade.


Deus não estabeleceu preço nenhum para os que querem ser salvos, ao contrário, Ele pagou um alto preço por nossas miseráveis almas ao derramar seu
PRECIOSO E MUITO VALIOSO SANGUE NA CRUZ.
Os 10% devolvidos a Deus de tudo que se obtinha, era uma forma de louvor e gratidão a Deus, reconhecendo que tudo vinha de Suas Mãos, este era o objetivo geral e principal dos dízimos, depois como objetivos específicos, Deus direcionava esses recursos para a MANUTENÇÃO DO TEMPLO E O CUIDADO DAS PESSOAS. Aliás, quero abrir um parêntese aqui para lembrar o que está registrado no livro do apóstolo Tiago 2:27 que diz:A religião pura e sem mácula, para com nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.

Percebemos aqui então que Deus NUNCA PRECISOU
de recurso humano nenhum, haja vista sabermos que Ele é o dono de tudo, Salmos 24:1. Todavia proporcionou um meio para que seu povo se ajudasse mutuamente e ainda mais, saísse ganhando com isto, pois seriam abençoados.
Mais também fica claro que este não é um preceito do qual o homem precisa pra mostrar que é fiel ou infiel senão seria o próprio Messias que estaria precisando de um dicionário para interpretar um preceito estabelecido por Ele mesmo. Observe as suas palavras a respeito do assunto, registradas no Evangelho de Mateus 23:23: “-Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o DÍZIMO da hortelã, do endro e do cominho e tendes
NEGLIGENCIADO os preceitos mais importantes da LEI: A JUSTIÇA, A MISERICÓRDIA E A FÉ..”;

A partir daí o Messias não invalida o dízimo, apenas observa o lugar onde o mesmo deve situar-se, ou seja, abaixo da justiça, da misericórdia e da fé. Que entendemos então? O dízimo deve ser usado para o bem comum da comunidade cristã, foi para isto que ele foi instituído por Deus: primeiro como gratidão e louvor a Quem tudo pertence e depois para fazer justiça e misericórdia a comunidade cristã e principalmente aos órfãos e viúvas. Percebe-se nitidamente que o Messias afirma que a justiça, a misericórdia e a fé são os preceitos mais IMPORTANTES da lei. Observe como conclui o verso 23 “... devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” O Messias não gostava dessa atitude farisaica e censurou-os no verso 24 com as seguintes palavras: “-GUIAS CEGOS, QUE COAIS O MOSQUITO E ENGOLIS O CAMELO!
Ou seja, sem valor nenhum a devolução dos dízimos se não houver a prática da justiça, da misericórdia e da fé. Mais não é assim que temos visto hoje em dia.

Podemos então concluir que
DEUS NÃO PRECISA E NUNCA PRECISOU DO DINHEIRO DE MORTAL NENHUM;
PRA SE MOSTRAR FIDELIDADE A DEUS, O HOMEM NÃO NECESSITA ESPECIFICAMENTE DOS DÍZIMOS E SIM DO QUE O PRÓRRIO MESSIAS ENSINOU: “DOS PRECEITOS DA LEI, A SABER: A JUSTIÇA, A MISERICÓRDIA E A FÉ
.


Quando entra dinheiro na jogada, comumente o homem natural tende a desvirtuar os propósitos e corromper os objetivos dos mesmos. Foi assim com o povo do passado quando deixava de atender as necessidades do povo para manter suas luxúrias e seus altos padrões de vida. Os sacerdotes foram acusados de mãos sujas de sangue por praticar até mesmo assassinatos dentro do templo e uma série de coisas por terem se corrompido, eles não observavam a religião pura e sem mácula citada em Tiago 2:27(qualquer semelhança terá sido mera coincidência na idade contemporânea? rsrs).
No livro do Profeta Isaias no capitulo um, o profeta discorre muito bem sobre isso e nos versículos 16 e 17 ele é bem enfático com a questão da verdadeira religião. Ele transmite ao povo os conselhos divinos. Observe: “-lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à JUSTIÇA (olhe o preceito citado mais tarde pelo Messias aos fariseus), repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão (olha a religião pura e sem mácula citado pelo apóstolo Tiago), pleiteai a causa das viúvas (olha aqui de novo a religião citada pelo apóstolo Tiago2: 27).


Quantas igrejas evangélicas mantêm ao menos um orfanato e/ou um lar para idosos?
Não posso aceitar que manipulem minha mente e capitalizem minha religião, seria demais pra mim suportar essa idéia, também não irei me posicionar contra a manutenção de uma comunidade que eu venha fazer parte. Todavia, aceitar goela abaixo essa historinha de fidelidade a Deus pelo que dou ou deixo de doar, é querer brincar com minha inteligência
Grande abraço e lembrando sempre, aqui as coisas são sempre
SEM RETOQUES NEM MAQUIAGENS!

3 comentários:

  1. (Elenildo)
    Bem, lendo e respondendo esse segundo tópico sobre dízimos e ofertas, uma coisa fica clara pra mim; a tentativa de provar que os dízimos e ofertas tinham outra finalidade (ajudar a comunidade) que não existe mais hoje. Mas ainda não vi nenhum texto nem na Bíblia que comprove tal tentativa. Mas vamos as minhas respostas.
    1º - Quando o texto fala sobre o santo matrimônio, o sábado e a lei moral que compreende os dez mandamentos, há um equívoco pelo o autor. É interessante notar que a lei moral que compreende os dez mandamentos, ela já existia antes de ser dado ao povo que saiu do Egito no monte Sinai. Vejamos, Deus falou, "Lembra-te do dia do sábado", quando Ele falou algo, estava se referindo a algo que já existia. Deus falou para Caim: "... se, todavia procederes mal, eis que o pecado jaz à porta... Gênesis 3:7". Interessante que Deus fala pecado, que segundo I João 3:4 = Pecado é a transgressão da lei. É interessante ainda notar, que toda vez que achamos um verbo na Bíblia conjugado em forma de ação, esse também é um mandamento, exemplo: Josué 24:27, Colossenses 3:9 e Tiago 3:14 falam que não devemos mentir, mentir não está nos dez mandamentos e sabemos que a mentira começou no céu com Lúcifer. E Jesus afirma que quem menti é filho do diabo. Logo falar a verdade e não mentir são mandamentos que não fazem parte da lei moral mais são tão eternos quanto o próprio Deus. Não sabemos em que ponto a lei moral foi revelada, mas com certeza foi bem antes de ser dada ao povo de Israel no monte, porque se não foi assim, Caim mataria Abel e não seria pecado.
    2º - Logo dizer que foram apenas estas três ordenanças bíblica que Deus passou e que tudo mais foi instituído por Deus com um propósito específico, fica evidente um pouco de ignorância ao conhecimento da Bíblia e sua história.
    3º - Dizer também que o dízimo foi estabelecido para o povo que Deus havia designado para ser referência a todas as nações, a saber, todos os descendentes de Abraão, mostra mais uma falta de desconhecimento da Bíblia, vejamos; o texto de Gênesis 14: 18 - 20, mostra o encontro de Abraão e Melquisedeque, o texto fala que Melquisedeque era sacerdote do Deus altíssimo, sabemos que sacerdotes atuam no serviço do santuário, no lugar santíssimo e que esses vivem dos dízimos. Observando o contexto, Abraão ao devolver o dízimo, fica claro que esse sistema existia antes dele, e se já existia antes dele, como foi estabelecido para os descendentes de Abraão (gostaria de uma resposta a essa pergunta)? Ou será se Melquisedeque chegou para Abraão e disse: "olha Abraão, a partir de hoje você vai me devolver o dízimo de tudo, porque a partir de agora eu vou ser sacerdote e preciso do dízimo". E Abraão concordou? O texto fica claro que Melquisedeque já era sacerdote e Abraão em reconhecimento devolve o dizimo de tudo, e se o texto fala tudo, com certeza devolveu também das riquezas que possuía (Gênesis 13:2).

    ResponderExcluir
  2. (Elenildo)
    4º - O dízimo nunca teve como objetivo manter a comunidade, não existe como comprovar isso na Bíblia. Para ajudar a comunidade, existe uma lei que o próprio Deus criou para seu povo, vejamos: Leis a favor dos pobres, Levítico 25: 35 - 38; e essa mesma lei é repetida em Deuteronômio 15: 7 -11. Essas leis foram especificas para ajudar a comunidade que não tinha condições ou que ficasse pobre, veja que citei os textos onde se encontram. Gostaria de saber, onde na Bíblia tem dizendo que o dízimo serviu ou servia para ajudar a comunidade (por favor me responda também)?
    5º - A Bíblia nem a igreja que eu frequento, ensina que dízimo salva, mas, pode parecer contraditório, mas se eu o retenho, me perderei sim, e o raciocínio é simples: Veja que o próprio Deus é quem fala e não nenhuma igreja, que é a única maneira que podemos roubar a Ele, nos dízimos e nas ofertas (Malaquias 3:8). E não céu não vai haver ladrões, ainda mais se roubam a Deus! Misericórdia Senhor! A Bíblia deixa claro que não somos salvos ou justificados por obra de Lei (Romanos 3:28); a lei serve apenas para me mostrar o pecado (Romanos 3: 19, 20), mas somos salvos pela graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Efésios 2: 8, 9), para andarmos nas boas obras que Deus preparou (o casamento, o sábado, a lei moral, o não mentir, o falar a verdade, o dízimo e etc.) de antemão para que andássemos nelas (Efésios 2: 10).
    6º - Realmente você acertou quando diz que os dez por cento devolvido a Deus de tudo que se obtinha, assim como fez Abraão, era uma forma de gratidão a Deus, reconhecendo que tudo vinha de Suas Mãos. Nesse tudo que você fala ai, eu também vejo o dinheiro, que como o próprio Cristo diz é a raiz de todos os males. Ou como entender esse "tudo" só com o fruto da terra se assim como Abraão o povo de Israel era muito rico? O cuidado das pessoas que você fala e cita Tiago 1: 27 (corrija que você colocou 2: 27) está na referida lei que citei no 4º ponto.
    7º - Não fica nada claro que este não é um preceito do qual o homem precisa pra mostrar fiel ou infiel, porque se assim não fosse Deus não acusariam de roubar a Ele. Quanto ao que você fala do Messias, são suas palavras, porque como a Bíblia deixa claro, Cristo estava chamando a atenção para hipocrisia dos fariseus que faziam muitas coisas para serem visto pelas pessoas. Ai é vem uma interpretação sua que o dízimo é pra ajudar a comunidade, eu te peço que me diga onde acho esse texto na Bíblia que só vejo a lei que citei no ponto 4º. Realmente fica claro e pra mim nunca foi escuro, que a Lei que é tão eterna quando o próprio Deus, a Justiça que Cristo nos dar, A misericórdia que Deus teve com os anjos e a tem conosco e a fé, são as bases da vida que teremos no céu pelos mil anos e que teremos aqui na nova terra. Não sei quem pensa diferente! Ou seja, fica sem valor quando se devolve o dízimo mas transgredi a lei, não vive uma vida segundo a justiça de Cristo, não exerce misericórdia para com os necessitados nem tão pouco mostra fé!

    ResponderExcluir
  3. (Elenildo)
    8º - A conclusão de que Deus não precisa e nunca precisou de dinheiro é obvia e não acho diferente de você. Realmente o homem precisa seguir os princípios da lei (lei essa que está contida os dízimos, por isso Deus os acusa em Malaquias 3: 8 de serem ladrões, porque se não houvesse lei, ele não estariam transgredindo e Deus não os teria como acusar): Justiça, misericórdia e fé.
    9º - Realmente, você fechou com chave de ouro, quando entra dinheiro na jogada o homem natural tende a desvirtuar os propósitos... Jesus foi bem claro ao afirmar que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Foi assim com o povo do passado, por isso Deus os acusou de ladrões, seria diferente conosco hoje? Ou seria diferente com quem não devolve dízimo? Será se esses que não estavam devolvendo, não argumentavam que os sacerdotes estavam ficando cada vez mais ricos? Não temos respostas, mais não importando qual foi o motivo, Deus os acusou de ladrões! Pode ser semelhança dos sacerdotes terem se corrompido, e não seria semelhança deixar de devolver os dízimos como fizeram o povo, não sabemos seus motivos e Deus os acusar de ladrões hoje?
    10º - Observando o texto que foi citado do profeta Isaías, quando observamos o contexto, Deus está repreendendo o culto hipócrita, ou seja, TODOS! Que fiquemos alerta e tomemos cuidado com a nossa vida e com a parte que nos corresponde. Porque cada um vai da conta de si. E por causa de pastores, de fulano ou beltrano, eu não quero ser acusado de estar roubando a Deus!

    Minhas respostas foram SEM RETOQUE E SEM MAQUIAGEM!
    Um abraço!

    ResponderExcluir