Segundo a lei Nº 8069 de 13 de Julho de 1990, que se refere ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no Art. 5º “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punho na forma da lei qualquer atentado por ação ou omissão aos seus direitos fundamentais” e no Art. 7º “A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência”.
Isto posto, vamos a publicação que segue, mas lembre de deixar sua opinião nos comentários.
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“Uma confusão envolvendo um estudante e
uma escola de Santos, no litoral de São Paulo, acabou gerando polêmica ao ir
parar nas redes sociais. Vinicius Santos Dias, de 16 anos, estudava no Colégio
Adventista e não conseguiu fazer a rematrícula para o próximo ano letivo por
resolver adotar o cabelo no estilo 'blackpower'.
Estudante afirma que cabelo faz parte de sua identidade (Foto: Rafaella Mendes/G1)
Vinícius conta que, por causa do cabelo, foi chamado
cinco vezes na sala da direção da escola, durante o ano, para conversar. As
duas primeiras conversas foram apenas entre ele e a diretora, que segundo o
estudante, desde o primeiro instante insistiu para que ele cortasse o cabelo
que era 'exótico' e feria as regras da instituição. "Nessas conversas eu
deixei bem claro que não era uma questão de moda. É apenas a minha
identidade", relembra.
Com o fim do ano letivo, o processo de rematrícula para
2016 foi iniciado, mas apenas a irmã de Vinícius recebeu o boleto. Para
surpresa do adolescente, uma carta foi enviada convidando ele e o pai para
resolver um problema disciplinar. "Quando chegamos na escola vimos que o
problema era o meu cabelo. Muitas pessoas lutaram durante a história para que
não tivéssemos vergonha do nosso cabelo. É estranho ver uma regra como essa.
Não podemos ficar quietos e devemos questionar as razões da escola",
ressalta o estudante.
De acordo com Vinicius, a direção da escola deu duas
opções para ele. A primeira era cortar o cabelo e continuar estudando no mesmo
colégio. A outra, manter o penteado, só que fora da instituição. A direção
alegou para o estudante que a rematrícula não seria feita já que feria o
regimento escolar. "Foi aí que comecei a questionar. Por que o meu cabelo
precisava ser cortado para que a matrícula pudesse ser feita?", explica.
Sem
mais respostas do colégio, Vinicius se uniu a outros colegas, que fizeram uma
manifestação pedindo esclarecimentos. A ação foi parar nas redes sociais e
acabou sendo compartilhada por milhares de pessoas. "Eu fiquei admirado.
As pessoas foram aceitando a minha condição. Ninguém tinha obrigação de estar
lá e muita gente pediu para que a escola liberasse o meu cabelo", conta.
Alunos se reuniram em pátio de escola para manifestação (Foto: G1)
Para tentar reverter a situação, o adolescente organizou
no pátio do Colégio Adventista uma manifestação onde pedia esclarecimentos para
a escola sobre o porquê ele não terá a chance de efetuar sua rematrícula. A
ação deu certo e outros estudantes acabaram aderindo ao movimento.
Com a grande mobilização, o adolescente conseguiu
levantar a bandeira de defesa à cultura afro. "Não tem como eu abaixar a
cabeça para uma coisa tão absurda. Meu cabelo é crespo, minha boca é grossa e
eu não tenho vergonha disso. Me sinto ofendido, não tem como dizer que não.
Essa regra deve ter mais de 100 anos e nós estamos em 2015", finaliza.
Em resposta ao G1, o Colégio Adventista de Santos, informou que que não
impediu o aluno Vinicius Santos Dias de renovar a sua matrícula por preconceito
de nenhuma espécie. A escola diz que a filosofia da Educação Adventista em todo
o mundo prega a igualdade e é contra qualquer tipo de intolerância.
A instituição ainda afirma que existe um regimento
interno, assinado pelos responsáveis pela matrícula, que não permite o uso de
cabelo tal como o aluno apresenta. Esta prática é um padrão que é aplicado a
todos os alunos e é adotado pela instituição há muitos anos, independente de
cor ou raça.
A escola afirma que os contatos foram realizados algumas
vezes e diz que não foi imposto de forma autoritária que ele cortasse o cabelo.
O colégio também afirma que ele não foi impedido de praticar as atividades
escolares durante o ano letivo. Tendo em vista que o aluno demonstrou
insatisfação com as diretrizes da escola, os pais foram convocados a uma nova
reunião.”
Fonte: Rafaella Mendes Do G1 Santos


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