
“Trazei todos os dízimos á casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa; e provai-me nisto diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir a janela do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.” Malaquias 3:10
realidTendo como base de argumentação bíblica o texto acima do primeiro testamento encontrado no livro de Malaquias capítulo três e versículo dez, é que a indústria gospel tem alcançado um êxito fenomenal. As diversas instituições evangélicas e a igreja católica apostólica romana têm travado uma batalha religiosa há séculos, desde que Martinho Lutero conseguiu mostrar claramente em suas teses, dentre muitas verdades ocultas pela igreja de Roma que a salvação do homem é de graça requerendo do mesmo apenas sua crença no sacrifício expiatório do Filho de Deus em seu favor. No entanto, podemos perceber claramente que séculos depois aos discursos inflamados do grande reformador protestante, pouca ou quase nenhuma diferença há entre a igreja de Roma e o mundo protestante no tocante ao modo de crerem e pregarem a “Doutrina da Fidelidade Cristã” ou talvez devêssemos usar o termo “Doutrina da Prosperidade Cristã”, isto porque, tanto para os evangélicos quanto para os católicos, pouco valor se percebe na observação das doutrinas bíblicas desde que se seja um bom dizimista ou ofertante. Isto nos lembra da idade média, quando se pagava indulgencias a igreja de Roma e obtinha-se perdão dos pecados, ao morrer, se subia direto ao paraíso sem necessitar passar pelo purgatório e coisas do gênero que em pleno século XXI jamais admitiríamos aceitar. Mais não precisamos ir muito longe a nossas considerações para percebermos que esta é a atual ade do mundo cristão, sejam católicos ou evangélicos ( gospel ).
É notório em qualquer lugar por onde passamos hoje em dia, que se abre uma porta de armazém com título de igreja evangélica convidando pessoas para adorarem ao Senhor. O mais curioso em tudo isso é a velocidade com que esses movimentos crescem precisando muitas vezes dividir-se e tornam a crescer e novamente se dividem e desse jeito o movimento não para, tudo isso em nome de Deus. Mais que Deus é esse que não explica aos seus filhos tanta confusão e um aumento tão exagerado de novas congregações a cada dia?
Será mesmo necessário que a cada dia apareçam novas igrejas “proclamando as verdades supremas de Deus”? Ou será necessária outra reforma protestante para os protestantes? Cada igreja protestante serve a um Deus diferente? Por que discordam em muita coisa mais quase todas se não todas se unem no aspecto da questão da devolução dos “DÍZIMOS E OFERTAS”?
Verdade é que, eu gostaria de ter respostas pra todas essas perguntas, no entanto de uma coisa podemos ficar certos, Deus não tem nada haver com toda essa confusão que se faz em nome Dele.
Vou sugerir algumas razões claras para crermos que Deus não tem nada haver com essa confusão toda.
• Deus não se agrada de confusão, contendas ou coisas do gênero;
• Deus sempre foi e é específico no que quer;
• Deus nunca pede mais do que o ser humano pode dá;
• Deus não confiou seus mistérios à instituição humana nenhuma.
O livro sagrado dos cristãos, a bíblia, revela um Deus que despreza toda sorte de confusão e contendas. A prova disso está no capítulo 11 do livro de Gênesis que revela que este tipo de coisa Ele permitiu quando os homens desobedeceram as suas leis e tentaram desafiá-Lo construindo uma torre para alcançá-Lo caso houvesse outro dilúvio. Aquele lugar ficou conhecido como lugar de confusão que é o significado de Babel.
Revela ainda as especificidades do que Ele faz quando vai realizar algo. Por exemplo, quando revelou que enviaria seu Único Filho para salvar a raça humana, Ele planejou tudo e revelou detalhes a todos os profetas do antigo testamento que antecederam a vinda do Messias. Dúvidas a respeito disso só teve quem não estudou os escritos do torah (a bíblia) da época. Inclusive os próprios judeus que O entregou para ser crucificado sabiam da vinda Dele, apenas não o aceitaram na forma humana e humilde que veio.
Quando a bíblia revela que Deus não pede mais do que o ser humano pode dá é porque Ele conhece nossa estrutura e sabe até onde nosso limite vai, bem como conhece também todas as nossas posses financeiras. Não acredito que Ele pediria que entregássemos tudo que temos em troca de bênçãos, afinal de contas tais bênçãos são dádivas gratuitas a todos que delas necessitam, ou então, a bíblia estaria se contradizendo quando apresenta um Deus de amor e que vende bênçãos as suas criaturas, isso não é algo divino mais totalmente humano.
Percebemos que todas as instituições religiosas se apresentam como guardiãs das verdades divinas। No entanto não encontramos nos escritos sagrados, que Deus tenha dado autoridade a nenhuma delas para que se apresentem com tal responsabilidade। Por conseguinte devemos entender que a indústria gospel cresce em função do capitalismo selvagem, fruto de uma sociedade globalizada interessada muito mais nos lucros do que na verdade do pressuposto de salvar almas para o reino de Deus.
Explica-se o fato de que quase todas as instituições defendem efetivamente a doutrina de que devemos devolver a Deus 10% de tudo que ganhamos para que sejamos abençoados e se não o fizermos o contrário também é verdade,
ou seja, seremos menos favorecidos por Deus, pois Ele também nos negará suas bênçãos. Nesse caso nenhuma instituição leva em conta que esta orientação foi dada no antigo testamento e que nós estamos vivendo no novo agora, também não leva em conta que esta ordem expressa foi específica pra um povo e ocasião determinados.
Quando os levitas foram determinados por Deus para cuidar das atribuições do templo, também precisavam ser mantidos e supridos, desta forma todas as tribos deveriam levar suas dízimas, ou seja, dez por cento de tudo que produziam para sustento dos levitas (a tribo dos filhos de Levi) que cuidavam exclusivamente da administração dos trabalhos do templo. Observemos que os levitas viviam em função dos serviços do templo e não desenvolviam outras atividades como as demais tribos, nesse caso precisavam ser assistidas enquanto tribo especial do templo, pelos proventos que eram designados para o templo através dos dízimos. É importante que fique bem claro ainda que os dízimos representavam 10% de tudo que se produzia no campo, ou seja, tudo que se plantava e colhia, vemos claramente ai que não se tratava de moeda monetária, até porque ainda não existia tal sistema.
Para uma reflexão um pouco mais profunda, sugerimos a análise de que forma são utilizados os dízimos nas igrejas evangélicas bem como na igreja de Roma na era contemporânea em que vivemos.
Como os levitas viviam exclusivamente para os serviços do templo, eles foram beneficiados com os proventos designados ao templo, logo é óbvio que não passavam fome e tinham suas necessidades supridas como conseqüência direta de atender as necessidades das demais tribos. Entendemos isso como se fosse um tipo de distribuição de renda ou talvez ainda pudéssemos chamar de transferência de renda. Uma vez que as onze tribos de Israel transferiam para o templo em forma de oferta voluntária sua gratidão a Deus por tudo que Ele lhes concedia colher,(essa oferta representava os dez por cento de sua colheita para manter o templo e como os levitas viviam em função das atividades do templo, tinham suas necessidades supridas por este recurso). Note que o benefício era designado ao templo e não propriamente aos levitas, estes últimos eram beneficiados pelo recurso devido a seus préstimos ao templo. Em contrapartida, os levitas viviam para o templo e para atender as necessidades das demais tribos, isso incluía toda assistência que o povo precisasse, fosse de ordem moral, social e espiritual.
Como se utiliza os recursos dos dízimos nas igrejas cristãs de hoje?
Bem, na atualidade os dízimos não permanecem com os mesmos significados de origem, nem no objetivo geral de louvor, adoração e gratidão a Deus por tudo que nos concede através do resultado do nosso trabalho, afinal de contas não vivemos da lavoura e da agricultura, vivemos do capital que resulta de nossa mão de obra. Como também não é o mesmo nos objetivos específicos, na metodologia em que era utilizado, no caso, assistir uma tribo para que a mesma assistisse todas as outras (os levitas eram responsáveis por assistirem o povo no que precisassem como verdadeiros líderes do povo).
Longe de assistir sua membresia em todas as suas necessidades, as igrejas evangélicas e o clero católico tem se apropriado do recurso dos dízimos para aumentarem seus patrimônios e enriquecerem seus líderes ilicitamente.
Segundo afirma o site Gospel Prime que analisou uma pesquisa no assunto, as igrejas evangélicas no Brasil recolhem por mês entre seus fiéis mais de R$ 1 bilhão – precisamente R$ 1.032.081.300,00 enquanto a igreja católica romana encontra-se superada arrecadando R$ 680.545.620,००
Uma pausa aqui é importante para que percebamos que em momento algum a bíblia fala em manter um sistema, a orientação bíblica é clara e específica: “... para que haja mantimento em minha casa;”, fica explícito aqui que o templo onde as tribos dos filhos de Israel congregavam é que deveria ser suprido e como os levitas eram os responsáveis pelo templo conseqüentemente eram assistidos.
O que percebemos hoje em dia é que os papéis foram invertidos, ou seja, os dízimos são recolhidos para manter as instituições (igrejas e seus líderes) que não se sentem na obrigação com os doadores e estes últimos são coagidos através de manipulação e alienação muitas vezes a continuarem mantendo um sistema. Prova disso está no fato que não é costume dessas instituições apresentarem relatórios de como são empregados tais recursos por elas.
Eu gostaria de ter acesso a alguma instituição religiosa que me apresentasse, por exemplo, a cópia de um projeto social que beneficie a negros e os ajude a alcançar uma mobilidade social considerável, haja vista que a maioria dos membros de tais instituições evangélicas são negros e afros descendentes, isto é apenas um exemplo dentre muitos.
Sempre foi intenção de Deus que a vida em comunidade fosse à melhor possível, Ele sempre foi específico a cada geração e em cada época da história.
Os dízimos surgiram no que conhecemos como antigo testamento bíblico, como uma forma de louvor, adoração e gratidão á Deus pelas colheitas e Ele direcionou essa forma de gratidão em beneficio do próprio povo no convívio em sociedade, não como uma regra pré estabelecida para receber as bênçãos divinas, muito menos como uma doutrina bíblica que condene quem não o faça. Afinal de contas a Ele pertencem todas as coisas, a Ele pertencem o ouro e a prata. É a bíblia mesmo quem diz no livro de salmos no capítulo vinte e quatro e verso um e dois:
“Ao Senhor pertence à terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a Ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu.”
Precisamos entender que dízimo não significa dinheiro, dízimo no contexto bíblico significa adoração, louvor e gratidão.
Diante do exposto acima e do raciocínio lógico e óbvio de qualquer ser humano pensante, que concluiremos a respeito da doutrina da prosperidade que temos visto na idade contemporânea? É razoável? Ou estamos sendo estigmatizados pelo mundo gospel e cooperando com instituições capitalistas que usam a fé do povo para movimentar grandes impérios econômicos em nome de Deus? Por que cada dia vemos surgir novas igrejas com pastores cada vez mais ricos e milionários e membros cada vez mais pobres? Por que as muitas instituições evangélicas discordam entre si de muita coisa ou quase tudo em pontos dogmáticos mais todas ou quase todas concordam com a “doutrina” dos dízimos? Se Deus é o dono de tudo como afirma a bíblia, que interesses há em insistir na doutrina de que devemos dá algo nosso como os dez por cento de nossa renda para alcançar suas bênçãos ou favores? Ou, quando foi desde que Israel deixou de ser preferência como nação que o dízimo passou a ser obrigatoriedade para recebermos qualquer dádiva de Deus?
A cobrança dos dízimos no mundo evangélico (gospel), quanto na igreja de Roma (católica) não passa de uma forma elaborada para lesar a consciência dos que de coração sincero buscam a Deus mais não examinam com diligência a respeito do assunto, ao passo que ao mesmo tempo enriquecem seus líderes e ajudam a construir patrimônios faraônicos. será qEssa é uma primeira hipótese, no entanto há uma segunda, aqueles que voluntariamente aceitam esse plano monetário praticado pela igreja, mesmo que cientes de todo expostos aqui, considerando que estão devolvendo a Deus o que a Deus pertence. Mais se há Deus pertence e Ele nos deu porque precisamos, por que motivo iria pedir de volta? Somente pra saber se somos fiéis? Será que Ele não sabe se somos ou não? Ou será que tais instituições querem também limitar o poder da onisciência Divina? Será ainda que a fidelidade humana só tem peso na questão financeira? Ou, que se formos fiéis aos dogmas da igreja mais não na questão dos dízimos tudo será em vão? O que ocorreria nas igrejas evangélicas se todos os fiéis criassem uma nova consciência sobre dízimos? Será que continuaríamos ver um crescimento assustador no mundo gospel como temos visto na atualidade?
Estou bem certo que se continuar com minhas interrogações não vou conseguir concluir o assunto. Portanto concluo por hora, deixando com o leitor a seguinte interrogação:
“DEUS REALMENTE PRECISA DO MEU E DO SEU DINHEIRO?”
LI E COMPREENDI TODO QUE FOI DITO. NO ENTANTO ACHO QUE TODA E QUALQUER LEI TEM QUE SER ATUALIZADA DE ACORDO COM A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE INCLUSEVE A BÍBLIA. COMO EM APOCALIPSE ESTE ESC RITO QUE NENHUMA PALAVRA PODE SER ACERCENTADA OU RETIRADA, FICA DIFICIL EXPLICAR QUE O DIZIMO E AS OFERTAS DE HOJE TEM QUE SER ENTENDIDAS DE OUTRA MANEIRA.
ResponderExcluirDEUS DETERMINOU QUE O EVANGELHO FOSSE LEVADO AOS QUATROS CANTOS DO MUNDO, COMO VOCÊ FARIA ISTO NOS TEMPOS ATUAIS ? E A MANUTENÇÃO DOS TEMPLOS ? SERÁ QUE AS CONGRAGAÇÕES TAMBÉM NÃO TEEM PROGRAMAS SOCIAIS ? ISTO PODE SER FEITO SEM DINHEIRO ? SEI QUE MUITOS REPRESENTANTES RELIGIOSOS METEM A MÃO NO DINHEIRO ARECARDADO, SÓ QUE ELE SERTAMENTE IRA RESPONDER POR ESSE ATOS.
DEUS FALOU PARA OS SACERDOTES DE ISRAEL "VOCÊS ESTÃO ME ROUBANDO. HOUVE CASTIGO ?
ACHO QUE O DIZIMO E AS OFERTAS É UM TRATO PESSOAL COM DEUS E AS QUANTIAS FICAM DENTRO DAS POSSIBILIDADES DE QUEM DA.
QUE DEUS ME PERDOE SE ESTOU ERRADO.
Massa cara gostei da infomações muito legal valeu...
ResponderExcluir(Elenildo)
ResponderExcluirBem, é um texto muito longo pra se tentar responder. Eu não sei quantas linhas eu tenho direito, mais vou tentar responder.
Já que o nome desse blog é: "SEM RETOQUES NEM MAQUIAGENS!!!", eu não entendi a princípio porque ao ser colocado um tema pra se discutir, juntamente com ele foi colocado uma série de fatos negativos. Isso fica claro que o desejo é de negativar o assunto em questão e não se discutir. Não estou querendo dizer com isso que sou a favor de todo esse lado negativo que acontece, mais não podemos ver só um lado quando a discussão é séria e sadia. Então vou me limitar a responder algumas questões:
1º - Realmente existe muita gente por ai dizendo que são guardiãs das verdades divinas. Como seres que raciocinam, devemos fazer o que Cristo aconselhou em João 5:39. Porque se Ele não tem seus representantes ou seus guardiões aqui, então quem Ele vem buscar? Se observarmos cuidadosamente, Deus sempre teve um povo na face da terra que guardava as Suas verdades, hoje não é diferente! Vejam Romanos 11:5;
2º - Verdade que existe também por ai, muitas denominações fazendo do dízimo e das ofertas, um negocio muito lucrativo. Mas existem outras denominações que usam o dízimo e ofertas de maneiras lícitas e que não podem ser confundidas. Nosso erro acontece quando generalizamos.
3º - É bom se observar que os dízimos já existiam antes dos levitas. Quando Deus institui Israel como nação, então Ele pede que se doe ou devolva os dízimos aos levitas. Mas é bom deixar claro que o sistema de dízimos e ofertas já existia antes de toda a nação de Israel. E também já existia sistema monetário sim. Veja que em Gênesis 23, Abraão comprou uma caverna na mão de Efron, filho do Zoar, por 400 ciclos de prata, ou seja, era um sistema monetário sim. E ainda em relação a Abraão, no capítulo 14 v 20 afirma q ele deu o dízimo de tudo a Melquisedeque. Em Gênesis 13:2 fala que Abraão era muito rico e possuía gado, prata e ouro. Alguém acha que Abraão não devolveu o dízimo de todas as suas riquezas? "no capítulo 14 v 20 afirma q ele deu o dízimo de tudo". Em Gênesis 28 v 22 Jacó fala que de tudo daria o dízimo. E olha que Jacó voltou rico, será que ele deu o dízimo só de parte da riqueza que ele possuiu ou deu de tudo?
(Elenildo)
ResponderExcluir4º - Na Bíblia encontramos princípios e preceitos. Preceitos são situações ou coisas que se alteram com o tempo ou com o local, por exemplo: homens na Escócia vestem saias (ou algo com outro nome), numa região da Namíbia se não me engano, as mulheres que são virgens, andam com os seios despidos. Aqui no Brasil os homens vestem calça e as virgens andam (ou deveriam andar) com os seios cobertos. Princípios por sua vez não se altera nem com o tempo nem tão pouco com o local; e um desses princípios é o dizimo, assim como o sábado e outros.
5º - Os levitas não tinham como função, atender as necessidades das demais tribos, até porque existia uma lei, que se encontra em Levítico 11: 35 - 38; lei essa que é repetida em Deuteronômio 15: 7 - 11; ordenando que caso o irmão (de nação, de alguma tribo) ficasse pobre, aquele que tivesse condição deveria suprir as necessidades desse pobre. Em parte nenhuma da Bíblia fala que essa ação deveria ser feito pelos levitas. Naquele tempo, as pessoas por temerem e amarem a Deus eram mais voluntárias, podemos observar que tudo era motivo pra devolver ofertas (que não eram dízimos), exemplos: Números 7 = Ofertas voluntária dos príncipes na dedicação do altar; Números 31: 48 - 54 = ofertas voluntárias dos capitães; sem contar toda a riqueza que Davi deixou para casa que Salomão iria construir pra Deus nem as ofertas que o povo de Israel doou voluntariamente para construir a arca. Onde está o problema que o povo conseguia devolver dízimo fielmente e toda essa oferta voluntária? O problema está na nossa disposição para doar.
6º - Quanto à pesquisa que foi citada, é interessante lembramos que, muitas denominações, declaram todo o dinheiro que entra como dízimo, mas nem todas as igrejas são assim. Também é interessante lembrar, que muitas igrejas tem um lindo trabalho social e muitos dos membros são ajudados sim. Será que as igrejas fazem isso só para os brancos? Entendo que a igreja parte do princípio de fazer para todos, independente de cor.
7º - Realmente Deus pensou tudo e fez tudo para que tivéssemos tudo. Mas infelizmente, o egoísmo não permite que vejamos o plano de Deus para que vivamos em comunidade. Dízimo na Bíblia significa dinheiro sim, mas não só dinheiro, mas tudo que possuímos. Óbvio que deve ser devolvido com gratidão.
(Elenildo)
ResponderExcluir8º - Será que devemos pensar que só agora que ao Senhor pertence tudo? E antes quando o povo antes da nação de Israel devolver o dízimo, como já citei mais acima que Abraão devolveu o dízimo de tudo e como ele era muito rico, citando gado, prata e ouro, será se as coisas não pertencia a Deus? Se pertencia, porque Abraão devolveu?
9º - Existem com certeza alguns excessos no emprego do dízimo e das ofertas, mais como citei antes, o erro é quando se generaliza. Não entendo que o dízimo e ofertas são uma forma elaborada lesar a consciência, mais creio que é um princípio bíblico estabelecido por Deus. Porque cometem excessos, vou deixar de devolver? Eu devolvo e continuo e devolver e peço forças a Deus para continuar devolvendo. E olha que me considero uma pessoa que examina o assunto a fundo. Só pra se ter uma ideia, já li a Bíblia toda 16 vezes e esse ano estou lendo ela toda duas vezes, já completei uma leitura bíblica completa e comecei novamente no meado do mês passado a segunda leitura do ano, estou em I Samuel 30. Ou seja, pra quem pegar minha Bíblia, vai achar que estou atrasado, mas na prática, já seria o ano bíblico do ano que vem. O problema então fica claro que não é pesquisar e sim aceitar a vontade de Deus. Imagina que daqui a pouco vamos pensar, porque casar? Aquilo foi coisa lá do Éden; porque não comermos tudo? Porque não bebermos? E por fim... Porque crer em um Deus?
10º - Pra finalizar é bom que fique claro que não trabalho para igreja, não tenho nenhuma remuneração na igreja e também não fui incentivado por nenhuma igreja e já discuto o assunto por iniciativa própria na igreja há mais de dez anos. Mas como meu primo e amigo Dal, deixou um recado no meu Orkut com esse tema e pediu pra responder, então estou aqui atendendo ao pedido dele. Se alguém quiser discutir o problema em si sem colocar fatos positivos ou negativos, estou aqui ok? Caso alguém queira me adicionar. anote ai: elenildo@r7.com
Espero que não achem porque eu tenho um e-mail no site da Record, eu esteja sendo patrocinado!
O blog é um espaço livre e democrático meu nobre primo Elenildo e seu ponto de vista é bem vindo aqui tbm, todavia quero só te lembrar que no meu entender e conforme explicação bíblica, tudo que você tentou dizer, resume-se em afirmar que "DÍZIMOS" não é realmente "DINHEIRO", "DÍZIMOS" na sua orígem significa LOUVOR E GRATIDÃO. Não creio que precisemos de dinheiro para sermos agradecidos a Deus e prestar a Ele o culto merecido.
ResponderExcluirNo texto está bem claro que os dízimo passou a existir antes da história dos Hebreus e ai sim não havia um sistema monetário organizado devidamente. O texto deixa isso bem claro. O dízimo era uma forma de louvor e gratidão a Deus pelas dádivas do que se produzia e permanecia no campo sem ser colhida como oferta a Deus. Na pecuária tbm se oferecia os animais em holocausto. Qualquer ser humano pensante entende isso sem precisar ler a Bíblia toda 16 vezes meu primo.
Outra coisa, dízimos e ofertas não salva nem condena ser humano algum como tem sido pregado em algumas igrejas, muito menos nunca foi um princípio estabelecido como o sábado e o matrimônio instituidos por Deus desde a criação, logo a comparação é no mínimo incabível digamos. Verdade é e continua sendo que os sistemas institucionalizados capitalizaram os dízimos e tentam capitalizar também a fé de quem permita (a membrezia, como denominam eles os seus fiéis). Também não acredito numa igreja verdadeira e guiada por Deus quando seus líderes(pastores) estão cada vez mais ricos e o seus membros cada vez mais pobres (no aspecto financeiro é claro, porque fé esse povo tem demais, pra sustentar tanta ostentação de seus líderes)e enriquecidos as custas dos dízimos doados pelos fiéis, pois na maioria dos casos tais líderes não tem outra ocupação. Acredito sim no rebanho citado pelo Messias no capítulo 10 do Evagelho de João e nos versículos 14 a 16 que diz:
"Eu sou o bom Pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; E DOU a minha VIDA pelas OVELHAS." Ai Ele (o Messias) enfatiza "AINDA TENHO OUTRAS OVELHAS, NÃO DESTE APRISCO; A MIM ME CONVÉM CONDUZI-LAS; ELAS OUVIRÃO A MINHA VOZ; ENTÃO, HAVERÁ UM REBANHO E UM PASTOR. Este povo sincero que busca a Deus de todo coração independente da placa da igreja que frequenta é explorado com a doutrina do dízimo. Muitas vezes fica com fome mais não deixa de doar os dízimos, isto não é misericordia e sim sacrifício. Deus NUNCA precisou do nosso dinheiro, em época nenhuma da história da raça humana, mais proveu meios VOLUNTÁRIOS para que o homem se ajudasse em cooperação mútua. Pra um bom entendedor meia palavra basta, dado o recado.
Ao primo Elenildo quero dizer....
Abração e valeu por sua colaboração!!Haaaa e volte outra sempre pois a casa é nossa, apenas um detalhe importante: Aqui nada se pode mascarae porque tudo tem que ser "SEM RETOQUES NEM MAQUIAGENS"!
(Elenildo)
ResponderExcluirOk Dal, valeu por suas palavras e pelo seu carinho que você sabe que são recíprocos. Mas comentando o comentário que você fez ao comentário que fiz, vou dizer mais o seguinte:
1º - Pode até ser que não existia um SISTEMA MONETÁRIO ORGANIZADO. Mas se Abraão comprou um terreno por quatrocentos ciclos de prata (Gênesis 23:15 e 16) e o versículo dezesseis termina dizendo que era “... moeda corrente entre os mercadores"; Labão fara pala Jacó fixar o seu salário (Gênesis 30:28); José foi vendido por vinte siclos de prata (Gênesis 37:28). Fica claro que já existia um SISTEMA MONETÁRIO sim, ele poderia não ser organizado. E como entender que Abraão deu o dízimo de tudo a Melquisedeque e não deu dessa moeda? Como entender que Jacó voltou rico e se cumpriu a promessa que fez de que se Deus fosse com ele, devolveria o dízimo? Ou será se ambos só deram o dízimo do que se produzia no campo e não deu de todas as suas posses? Ao menos ao citar o encontro de Abraão com Melquisedeque, a Bíblia fala que Abraão deu o dízimo de tudo (Gênesis 14:20);
2º - O fato de eu ter citado as vezes que li a Bíblia, foi pra mostrar que existem pessoas que pesquisam e aceitam o ensinamento bíblico dos dízimos e ofertas. Eu aceito e sempre o aceitarei.
3º - Realmente dízimo não salva. Assim como também nem sábado, nem frequência aos cultos, nem comer ou não comer algo também não salvam. Não somos salvos pelo que fazemos ou deixamos de fazer, mas sim, somos salvos unicamente pelo sangue de Cristo, derramado na cruz do calvário. Porque se fossemos salvo por qualquer outra coisa, a salvação seria pelas obras. Quem ensina isso por ai (que dízimo salva), não entendeu a doutrina da salvação.
4º - De fato, o dízimo não foi instituído por Deus "no Éden", mas o foi em algum momento. Se voltarmos à situação de Melquisedeque, o texto fala que ele era sacerdote do Deus altíssimo (Gênesis 14:18). Aqui fica claro o serviço sacerdotal antes de existir a nação de Israel, só depois que a nação sai do Egito, que é instituída para eles o serviço do santuário, mas com certeza já existia antes, pois segundo sabemos, onde atua um sacerdote? Quem o estabeleceu? Porque Abraão lhe deu o dízimo? Se o dízimo não foi estabelecido por Deus, como Deus pode dizer que roubamos a Ele? Ou será se Deus pegou algo criado pelo homem? Logo eu entendo que o dízimo é um princípio sim, não foi instituído lá no Éden no inicio de tudo, mas o foi em algum momento da história da humanidade. Logo se raciocinarmos mais um pouco, veremos que a comparação é cabível.
(Elenildo)
ResponderExcluir5º - Como falei no comentário anterior, realmente existem excessos, seria ignorância não admitir isso. Mas creio que eles prestarão contas a Deus. Se eles fazem o que não deve com o dízimo, e usam para o seu bel prazer; mas, eu continuo a devolver meu dízimo como reconhecimento de um mandato divino, eles se perderão, por roubarem a Deus (Malaquias 3:8). Se por sua vez, eu por discordar disso que eles fazem ai não devolvo meu dízimo nem minhas ofertas, estarei roubando a Deus também (Malaquias 3:8). E por roubar, eu também me perderei. É bom ficar claro, que a perdição aqui é pelo fato de roubar a Deus, segundo o próprio Deus falou, não foi homem algum?
6º - Eu creio sim, numa igreja verdadeira criada por Deus, mesmo com tudo isso que acontece. Porque vale a pena ressaltar, não são todos eles que são ricos, a maioria vivem bem, mas ser considerados ricos é outra historia. Sabemos de pastores que moram em condomínio (estou dizendo condomínio de Luxo, pra não achar que penso que todos que moram em condomínio esta errado) de luxo disso e daquilo; mas quanto ai interior a fora moram em casa simples? E além do mais, se eles usam de maneira errada, como falei anteriormente, eles prestarão contas a Deus, mas eu vou continuar fazendo minha parte e esperar o que está em II Pedro 3:13. Ali sim teremos e veremos justiça!
7º - Realmente Deus tem um povo sincero que está em toda as religiões e serão salvos pelo sangue de Cristo. Pra mim não é um sacrifício e sim uma prova de fé, porque quer eu ganhe um bilhão de reais ou dez reais, devo dar apenas suas decima parte, nesse sentido, não importa o total doado e sim a porcentagem, a moeda de Deus chama porcentagem. Só pra ficar mais claro, vejamos que resgate de si próprio, Deus estabeleceu um preço, isso mesmo, um preço e acrescentou que nem o rico daria mais nem o pobre menos? Pergunto isso é sacrifício ou obediência? E veja que no verso 16 Deus fala claramente, "Tomarás o dinheiro da expiações...”, ou seja, o dinheiro também entrava no sistema estabelecido. Se entrava para ofertas de resgate, não entrava para o dízimo? (Conferir êxodo 30: 11 - 16);
8º - Deus nunca precisou nem nunca vai precisar de dinheiro, pois, Ele é o dono de tudo. Deus precisa de FIÉIS! Para um bom entendedor meia palavra basta, mas para um mal entendedor um dicionário não é suficiente! Espero que humildemente eu tenha passado meu recado também!
Obrigado e sempre que puder voltarei sim. Um grande abraço e breve estarei passando por ai!
Gostei das discussões Adailton!
ResponderExcluirRealmente precisamos ser críticos, compreender e saber interpretar a palavra de DEUS de forma correta, e não apenas com fins "lucrativos". Trata-se de uma discussão muito profunda, visto que envolve crenças, valores e a cultura de cada pessoa opinante.
Também gostei muito dos demais tópicos / textos discutidos!!! Parabéns! Clarice.